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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Medicina Nuclear: Técnica de cintilografia auxilia a identificar, com precisão, problemas que afetam o funcionamento do coração

Modernas tecnologias de medicina nuclear têm permitido não só identificar os mais variados tipos de tumores, como também detectar, com maior precisão, problemas cardiovasculares. É o caso da cintilografia, um poderoso instrumento de diagnóstico por imagem, por meio do qual é possível encontrar obstruções nos vasos sanguíneos, isquemias e outros fatores que afetam o funcionamento do coração e verificar o grau de gravidade da doença; o que nem sempre pode ser feito com exames mais simples.

No exame de cintilografia, os pacientes recebem uma injeção de pequena dose de substâncias radioativas (radiofármacos), que servem como radiotraçadores. A radiação emitida pelos radiofármacos no organismo é captada pelo equipamento, que faz um mapeamento do coração, revelando como o grau de isquemia, ou seja, a irrigação sanguínea no músculo cardíaco (miocárdio), a presença de obstruções e quais são as regiões vasculares comprometidas.

Alguns exemplos de exames que utilizam essa técnica:
  • Cintilografia do Miocárcio Necrose: o exame é usado para detectar área necrosada, provocada por infarto agudo do miocárdio ou isquemia.
  • Cintilografia do Miocárdio de Perfusão em Repouso: para avaliar o nível de fluxo sanguíneo no coração durante o período em que o paciente permanece deitado.
  • Cintilografia do miocárdio de perfusão em estresse: nesse caso, a avaliação é feita após o exame de cintilografia em repouso. O paciente passa por um teste ergométrico e logo em seguida pela cintilografia. O diagnóstico é feito a partir das comparações das imagens registrada antes e após o exercício.
  • Cintilografia sincronizada das câmaras cardíacas em repouso: o exame avalia as cavidades do coração, a fim de estudar o desempenho do órgão quando o paciente está deitado.
  • Cintilografia Sincronizada das câmaras cardíacas em esforço: é realizado após o paciente passar por um desgaste físico, seja por meio de exercício em bicicleta ergométrica ou induzido por medicamentos.
As doenças cardiovasculares continuam sendo uma das principais causas de morte no Brasil. Mais de 31,3% dos óbitos registrados no país são em decorrência de infarto ou acidentes vasculares, segundo o estudo Saúde Brasil 2010, do Ministério da Saúde. Além da dieta e atividades físicas, exames de rotina ajudam a prevenir casos da doença e suas complicações.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

SUS oferecerá teste rápido para sífilis

Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano no mundo ocorrem aproximadamente 12 milhões de novos casos da doença por transmissão sexual -- sendo 937 mil somente no Brasil

Como parte da celebração do Dia Nacional de Combate à Sífilis, que ocorre todo terceiro sábado de outubro, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecerá teste rápido de triagem para o diagnóstico dda doença. Até o fim deste ano, o Ministério da Saúde vai adquirir 392 mil kits para implementação da testagem de sífilis na rede pública.

O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde já capacitou 350 multiplicadores para treinar profissionais de saúde para implantar a testagem rápida. outros 680 técnicos serão capacitados até dezembro para orientar os serviços locais sobre como realizar o exame.

“Com a Rede Cegonha, o Ministério quer garantir que 100% das gestantes e seus parceiros sexuais, tenham acesso ao exame de sífilis e, quando necessário, ao tratamento”, afirma o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A Rede Cegonha reúne a integração de serviços e medidas para a atenção à gestante e seu bebê, desde o planejamento familiar aos primeiros dias após o parto.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência de sífilis em parturientes encontra-se em 1,6%, cerca de quatro vezes maior que a prevalência da infecção pelo HIV.
“O esforço é para conseguirmos eliminar a forma congênita da doença, aquela que é transmitida de mãe para filho, até o ano de 2015. Esses casos são inaceitáveis e revelam dificuldades de acesso a um pré-natal de qualidade que precisam ser superadas rapidamente”, diz o Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.

De 2005 a 2010, foram notificados 29,5 mil casos de sífilis em gestantes, no País. A maioria dos casos no período ocorreu nas Regiões Sudeste e Nordeste, com 9.340 (31,6%) e 8.054 (27,3%) de casos, respectivamente. No ano de 2009, a taxa de detecção para o país foi de três casos por 1.000 nascidos vivos, sendo que as maiores taxas estão nas regiões Centro-Oeste, com 5,2 e Norte, com 4,5.

De 2000 a 2010, foram detectados no Brasil 54.141 casos de sífilis congênita em crianças menores de um ano de idade. Do total acumulado nesse período, a Região Sudeste registrou 24.260 (44,8%) casos; a Nordeste, 17.397 (32,1%); a Norte, 5.223 (9,6%); a Sul, 3.764 (7,0%); e a Centro-Oeste, 3.497 (6,5%).

Sinais e sintomas
A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e pode se manifestar de forma temporária, em três estágios. Os principais sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença. Com o desaparecimento dos sintomas, o que acontece com frequência, as pessoas se despreocupam e não buscam diagnóstico e tratamento. Sem o atendimento adequado, a doença pode comprometer a pele, os olhos, os ossos, o sistema cardiovascular e o sistema nervoso. Se não tratada, pode até levar à morte.

Além da transmissão vertical (de mãe para filho), a doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado e por transfusão de sangue contaminado. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenção.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Enzimas do fígado seguem baixando

Mais uma vez, os exames de sangue do Lucca, colhidos hoje de manhã, trouxeram resultados bastante animadores. Os índices de TGP, TGO, Fosfatase Alcalina e DHL estão muito melhores (veja tabela abaixo). Apenas o Gama-GT voltou a subir, mas os médicos entendem que essa elevação isolada é menos preocupante.

O estado geral de disposição dele também é ainda melhor hoje. Ainda que, no meio da manhã, ele tenha tido mais um pico acentuado de febre, uma febre alta de novo, que chegou a 39oC. Isso lhe desanimou um tanto. Também ficou relativamente assustado quando teve náuseas e começou a vomitar. Porque ele vomitou sangue puro, não sangue vivo, mas coagulado.

Segundo a Dra Juliana Folloni, isso deve ter ocorrido em função de Lucca estar com plaquetas baixas (hoje ele amanheceu com um total de 16.000/mm3). E isso leva à ocorrências desses sangramentos no estômago -- algo que já havia sido diagnosticado (a última endoscopia mostrou mesmo que Lucca está com uma gastrite leve.

Também pode haver um pouquinho de GVHD no estômago e/ou intestino, a exemplo do que está acontecendo com o fígado.

Bom, depois de uma boa soneca que Lucca tirou das 10h às 12h, ele acordou muito mais bem disposto, de novo, graças a Deus!

domingo, 19 de julho de 2009

Abdomen do Lucca está preservado, diz ultrasson de hoje

Por volta de 3h30 da tarde de hoje, Lucca foi submetido a uma nova ultrassonografia abdominal para avaliar se houve alguma alteração adicional às identificadas no exame de PET Scan realizado dias atrás. A última que ele havia feito foi na sexta-feira passada, 17/7, para guiar o procedimento de biópsia do fígado.

O elemento que motivou a solicitação desse exame de hoje é a perda significativa de sangue (hematúria) na urina e também nas fezes do Lucca, que vem acontecendo desde ontem.

Pensando no conforto dele, a Dra Juliana pediu que o ultrasson fosse realizado no próprio leito, para evitar que Lucca tivesse de se deslocar ao 4o andar onde normalmente são feitos essas imagens.

Segundo o Dr Afranio dos Reis Teixeira Neto, que realizou o exame, o estado geral do abdômen dele é bom e o aspecto dos órgãos estão devidamente preservados. Diz o laudo:
  • Fígado com dimensões discretamente aumentadas, apresentando ecotextura heterogênea;
  • veias porta e hepáticas com calibres preservados;
  • vesícula biliar com pequena repleção;
  • vias biliares e sistema coletor sem dilatação;
  • pâncreas, baço e rins com morfologia normal e contornos regulares;
  • aorta com trajeto habitual, sem dilatações evidentes;
  • bexiga com paredes regulares e conteúdo anecóico (sem ecos, isto é, normal);
  • moderada ascite (quantidade de líquido livre na cavidade abdominal)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Oftalmologista também avalia Lucca por solicitação do Dr Nelson e da Dra Juliana

Ontem à tardinha, o Dr Rubens Belfort Neto, oftamologista do Einstein, esteve aqui no quarto do Lucca para avaliar o estado geral de seus olhos. O objetivo é afastar a hipótese de um eventual processo infeccioso ou inflamatório especialmente na região das retinas.

Quando de sua visita, o médico fez uma avaliação bastante completa e pôde constatar que a capacidade de visão do Lucca está amplamente preservada e normal. As retinas dos olhos direito e esquerdo estão adequadamente coladas, sem hemorragias. Os vasinhos e as máculas também permanecem sem alterações.

Não foram observadas, portanto, segundo o médico, alterações que pudessem indicar presença de infecção. De qualquer forma, sua orientação foi de que seja feita uma reavaliação no Lucca dentro de cinco dias, acompanhada de um exame mais detalhado, chamado retinografia.

Médicos fazem biópsia guiada por ultrasson no fígado do Lucca

Hoje bem no comecinho da manhã, antes das 8h, Lucca voltou a descer para o 4o andar para ser submetido a um novo exame invasivo. Tratou-se de uma biópsia de fígado para melhor avaliar os sinais preliminares de alteração identificados no exame de PET Scan de ontem.

Para essa biópsia, Lucca foi sedado e encaminhado ao setor de Ultrassonografia para que o procedimento fosse teleguiado pelas imagens captadas pelas ondas de ultrasson.

Foi uma intervenção rápida -- meia hora aproximadamente -- e sem intercorrências não esperadas. O médico que conduziu a biópsia, Dr Rodrigo, coletou 2 fragmentos do fígado por meio de uma punção (como se fosse uma coleta venosa) no lóbulo esquerdo do órgão.

O resultado dos estudos laboratoriais que serão feitos nessas amostras não deve ficar pronto antes de 24h. Uma análise prévia para pesquisar presença de fungos, feita pelo método de observação direta, veio com resultado negativo -- isto é, num primeiro momento, não se pode dizer que a causa da alteração verificada no fígado do Lucca seja em decorrência de uma infecção fúngica.

Assim, permance a dúvida: o que será então???
Que infecção é essa que nenhum remédio conseguiu reverter até agora???

Sim, porque o exame de PCR (leiam também Febre persiste e médicos dão início a nova pesquisa para tentar justificá-la), que indica a presença de infecção no organismo, desde a última quarta-feira, 15, voltou a subir: hoje está em 420,9 mg/L (enquanto que são considerados normais resultados entre 0 e 3 mg/L).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Lucca passa bem e permanece sem febre desde ontem de manhã

Na primeira noite que passou com a sonda na uretra, Lucca dormiu bem. Ainda referiu um pouco de desconforto local, especialmente no pipi, mas em muito menor intensidade do que antes. A drenagem da bexiga está transcorrendo super dentro do esperado e a urina dele já está bem mais clara e com cada vez menos sinais de sangue.

Outra boa notícia é que ele permanece sem febre desde ontem de manhã. O último pico de temperatura corpórea elevado foi registrado às 9h10 do domingo mas rapidamente foi controlado -- tanto que a transfusão de plaquetas solicitada pela Dra Juliaa Folloni a fim de levá-lo para o cetro cirúrgico com uma melhor cobertura sanguínea pôde ser feita tranquilamente antes que ele tivesse descido para a anestesia e demais os procedimentos.

Hoje, o hemograma trouxe resultados positivos, inclusive no total de leucócitos -- que, na última semana, oscilou entre 1500 e 2200/mm3 -- isso por conta do efeito da combinação de medicamentos, em especial por conta dos antivirais que ele tomou e do Mabthera -- que age especificamente sobre o linfócitos B.

A Dra Juliana Folloni está confiante. Hoje ele discutirá com o Dr Nelson Hamerschlak, com o Dr Dr Luis Fernando Aranha e com os demais especialistas da equipe uma nova proposta de conduta médica, que prevê a retirada dos antibióticos e a eventual substituição por outros a que o organismo do Lucca não tenha gerado resistência -- fato muito comum quando um paciente recebe um medicamento por longo tempo (Lucca toma a maioria desses antióticos há mais de 21 dias...).

domingo, 28 de junho de 2009

Duas balinhas Mentos postergam ida do Lucca para centro cirúrgico

Lucca descerá pro 5o andar daqui há uma hora. Nesse momento ele está recebendo um nova transfusão de plaquetas -- não porque esteja plaquetopênico (amanheceu com 86.000/mm3 plaquetas hoje), mas porque os médicos recomendam total acima de 100.000/mm3 plaquetas quando o paciente pós-transplantado necessita submeter-se a procedimento cirúrgico, mesmo esse pouco invasivo, como é o caso do Lucca.

Estava programada para ontem, sábado, às 18h, essa ida dele para o centro cirúrgico (CC) -- onde serão feitos os procedimentos solicitados por Dr Nelson Hamerschlak e Dra Juliana Folloni a fim de investigar novas suspeitas de causas para explicar quadro persistente de febres.

Mas duas simples balinhas mastigáveis fizeram os planos serem alterados....

Os quatro procedimentos -- punção aspirativa nos seios de face, passagem de sonda vesical para irrigar bexiga, biópsia de bexiga e biópsia de pele -- são relativamente simples e, em tese, com excessão da punção aspirativa, poderiam ser todos feitos fora do ambiente cirúrgico. mas, para o conforto do Lucca, a decisão foi aproveitar a sedação necessária nesse último caso e realizar todas as ações em conjunto.

Contudo, para o processo de sedação (anestesia), é fundamental jejum absoluto. No caso do Lucca, o jejum deveria ser de oito horas. E ele estava. Menos de cinco minutos antes de seguir para o CC, contudo, ele comeu as duas benditas balinhas que a Lella deu prá ele. E isso passou despercebido por todos.

Ele ja estava em cima da cama quando me chamou pra falar um segredo ao pé do ouvido: "mas, mamãe, e o jejum? eu esqueci.....e comi duas balinhas que a Lella me deu...". Putz....... aquilo muito provavelmente impediria a anestesia e, por consequência, o procedimento no CC....

Rimos juntos.... Não havia muito a fazer naquele momento senão rir, relaxar e comer um pouquinho. Prá, dali a pouco tempo, reiniciar as oito horas de jejum. Dr Nelson conseguiu reagendar uma sala no CC para hoje, domingo, ao meio-dia.

sábado, 27 de junho de 2009

Voltam as febres e os coágulos no xixi do Lucca

No relógio, 5h da madrugada.
Lucca me chama.
Queria fazer xixi.
Fez.
Estava sem coágulos na urina dessa vez.
Mas a testa quentinha denunciava: estava febril, com 37,8oC.

Felizmente, ele foi medicado rapidamente dessa vez e, em menos de duas horas, a temperatura já havia baixado. Contudo, o sangue no xixi voltou. Bem como as placas de coágulos -- algumas bem grandinhas até: com cerca de 5cm de diâmetro.... Ele também estava reclamanado muito de uma dor persistente na região da bexiga e no pipi na hora de urinar.

Tudo indicava que isso era decorrência do BK-vírus (leia também Lucca está com BK-vírus) que ainda está positivo no organismo do Lucca. Um dos efeitos é essa especie de cistite hemorrágica. Lucca já está sendo tratado com hidratação abundamente por via endovenosa e também com doses semanais de cidofovir.

Mas, com o aumento do desconforto e desse aparecimento de dor, achei que talvez fosse a hora de entrar com um procedimento mais invasivo que os médicos haviam me proposto dias atrás: a passagem de uma sonda pela uretra para poder 'lavar' a bexiga e limpá-la desses coágulos.

Conversei com a equipe médica agora há pouco. Dra Juliana Folloni e Dra Claudia Bley acabaram de sair daqui. Elas orientaram mesmo a colocação da sonda. Esse é um procedimento bastante simples, comum até, que pode ser feito no próprio leito. Mas conheço bem meu rebento. Ele não deixaria colocar a sonda assim, 'a sangue frio'.

Como a Dra Juliana também havia solicitado outras duas intervenções -- a punção nos seios da face e a biópsia de pele --, perguntei sobre a possibilidade de fazer tudo junto, aproveitando a mesma sedação. Prá ser menos traumático e mais seguro prá ele. E assim será, graças a deus! Tudo será feito no centro cirúrgico agora à tarde.

E agora à tarde estarei na apresentação que o Marccão e a Lella farão na festinha junina -- aquela que o Lucca queria tanto ir......... Que difícil.... Queria poder estar nos dois lugares, mas não consigo. Não posso desamparar nenhum dos meus filhos.... É realmente difícil!

Vou à festinha das crianças e voltarei correndo prá cá. O que fiz foi pedir para marcarem o centro cirúrgico o mais tarde possível. Para que eu tenha tempo de estar de volta.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Lucca se prepara para uma colonoscopia amanhã cedinho

Está agendado para amanhã, às 7h, um exame de colonoscopia para avaliar os intestinos do Lucca. O exame é uma ferramenta importante na estratégia de investigação adotada pela equipe médica para buscar a causa das febres altas que acontecem há 8 dias (depois de 30h com temperatura absolutamente normal, meu pequeno voltou a apresentar picos de até 38,6oC, agora no final da tarde).

Os especialistas comemoraram hoje a confirmação de resultado negativo para a presença da bactéria Clostridium no organismo do Lucca, segundo exama de fezes colhido anteontem (leia também Colite é uma das suspeitas de ser a causadora das febres altas e diarréias no Lucca).

É sempre bom receber uma notícia dessas. Mas, ao mesmo tempo, volta a pergunta: E......?

Processo preparatório
Para o exame de amanhã, é necessário que o cólon (intestino) do Lucca esteja 100% limpo e sem resquiícios de alimentações feitas anteriormente. Assim, ele está tomando o medicamento laxante Muvinlax, que foi dissolvido em 1,5l de água. Isso fará com que o intestino dele funcione numa velocidade muito acima do normal até que as fezes dele estejam saindo com aspecto semelhante a da urina

domingo, 14 de junho de 2009

Colite é uma das suspeitas de ser a causadora das febres altas e diarréias no Lucca

Colite é o nome dado à inflamação do intestino grosso, ou cólon. Pode ser causada pela ação de vírus ou bactérias, ou mesmo pelo uso de determinados antibióticos, resultando em diarréia aguda. A bactéria que causa problemas com maior frequência é o Clostridium difficile, que produz duas toxinas que podem danificar a mucosa do intestino grosso.

Lucca fez um primeiro exame de fezes, anteontem, que veio negativo para a presença do Clostridium. Mas, ontem, com o agravamento do quadro de diarréia, uma nova coleta foi feita e o exame ainda não está concluído.

Muitos são os antibióticos capazes de alterar a quantidade e/ou o equilíbrio entre os diferentes tipos de bactérias presente no intestino, permitindo que algumas bactérias causadoras de doenças passem a se multiplicar. Entre esses medicamentos, destacam-se a clindamicina, a ampicilina, as cefalosporinasas penicilinas, a eritromicina, o cloranfenicol, as tetraciclinas e o o trimetroprim-sulfametoxazol -- esse último que é o princípio ativo do Bactrim, que Lucca estava tomando três vezes por semana e que foi substituído na semana passada por uma dose mensal de Pentadimina.

Os sintomas -- que são diarréia, dor abdominal e febre -- começam habitualmente enquanto o paciente estpa recebendo esses antibióticos, contudo, especialistas alertam que, em 75 % dos casos, os sinais do efeito colateral surgem entre 1 e 10 dias depois da suspensão do tratamento. Em algumas pessoas, podem aparecer até depois de 6 semanas.

Enquanto os médicos realizam essa investigação e aguardam pelos resultados dos exames complementares, um novo medicamento já foi introduzido, de forma profilática, no esquema de tratamento do Lucca desde ontem. Trata-se do Flagil (metronidazol), bastante eficaz contra o Clostridium difficile.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Médicos priorizam duas linhas principais para investigar causa das febres repetidas de Lucca

Dois são os caminhos principais que a equipe do Dr Nelson Hamerschlak percorre nesse momento na tentativa de encontrar o foco de infecção que estaria causando as seguidas febres (e febres altas!) que Lucca registra desde o último domingo:
- um eventual processo infeccioso no catéter de Hickman que está instalado no peito dele desde 09/3;
- seu quadro de sinusite aguda que, segundo a tomografia de ontem, mantém-se agravado porém não mais do que o verificado no exame anterior (de 05/6).

Segundo o Dr josé Mauro Kutner, que passou para ver o Lucca hoje, a idéia é primeiramente descartar essas duas possibilidades, bem como verificar como a temperatura dele irá se comportar ao longo do dia. Ele pedirá a dois colegas -- o infectologista Luis Fernando Aranha e a otorrinolaringologista Dra Luci Hidal -- que avaliem o Lucca. Enquanto isso, ele sugere aguardar um pouco mais -- já que acredita que o organismo do Lucca ainda pode responder aos novos antibióticos introduzidos anteontem e ontem.

Um sinal super positivo é que nenhum bichinho foi identificado nos exames de hemocultura que Lucca colheu desde que entrou pra essa última reinternação. Assim como vieram negativos os resultados para a presença de vírus.

Como falei antes: super legal por um lado saber que ele não tem vírus como CMV, EBV, herpes etc. ou bactérias. Mas isso só faz aumentar a incógnita: qual é a causa desses febrões então?????

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Hemograma de hoje aponta aumento nos leucócitos do Lucca mas enzimas do fígado estão bastante alteradas

Logo que chegamos no ambulatório do Hospital Albert Einstein, a Dra Juliana Folloni solicitou vários exames para que fosse possível avaliar o estado geral de saúde do Lucca e saber como estavam as contagens sanguíneas dele. O objetivo também era tentar identificar a possível causa da febre registrada no início da manhã.

Em relação ao total de glóbulos brancos e vermelhos, o exame trouxe os seguintes resultados:
  • os leucócitos subiram um pouquinho: somam 2200/mm3, sendo 1432/mm3 neutrófilos;
  • o nível de hemoglobina está estavel, com 9,3 g/dl;
  • e o total de plaquetas permanece acima do limite de 20.000 (hoje são 25.000/mm3).

A avaliação bioquímica, que mede os níveis dos principais eletrólitos no organismo (como cálcio, sódio, potássio etc.), também estão dentro de um padrão normalidade. O exame de PCR (proteína C-reativa, que avalia presença de infecção e cujo valor de referência vai de 0 a 3 mg/L), mostrou-se um pouco elevado -- 23,9 mg/L -- mas nada que pudesse gerar preocupação, segundo os médicos.

O funcionamento dos rins também parece em bom estado de acordo com os resultados dos exames de uréia e creatinina.

Já os testes que avaliaram as enzimas do fígado (TGP, TGO e Gama GT), vieram bastante alterados. A Dra Juliana pediu exames complementares, inclusive uma ultrassonagrafia com doppler na região do abdôme.

Alterações como estas no fígado podem ser sinais de dois quadros principais:

  1. GVHD (ou Doença do Enxerto contra Hospedeiro, na sigla em inglês) -- leia mais em DECH é a complicação mais frequente após o transplante de medula;
  2. hepato-toxicidade medicamentosa, que pode ter sido gerada por alguns dos remédios que ele tomou ultimamente.

Obviamente é impossível concluir ou afirmar qualquer coisa até que os resultados de todos os exames sejam liberados (alguns ficarão prontos em 2 dias, outros em até 7 dias). Mas, em se considerando que GVHD não costuma trazer como sintoma apenas toxixidade hepática (geralmente, o paciente apresenta, além da infecção no fígado, manchas e lesões na pele e infecção intestinal), tende-se a acreditar que o processo infeccioso que teria deflagrado a febre de hoje está mais relacionada mesmo aos efeitos de determinados medicamentos.

Agora no final da noite, Lucca passou pela ultrassonografia de abdôme e, segundo o Dra Maria Carolina, que realizou o procedimento, nenhuma lesão ou alteração significativa no fígado teria sido identificada. O laudo oficial, contudo, ainda não foi publicado.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Uma ótima notícia: está afastada a suspeita de pancreatite no Lucca

A hipótese de que Lucca estivesse com uma pancreatite (inflamação no pâncreas) está descartada. Isso porque, revisados os exames de amilase e de lipase realizados ontem, ambos estão com resultados dentro dos parâmetros de normalidade. De fato há uma leve alteração identificada na ultrassonagrafia abdominal mas, segundo a Dra Juliana Folloni, nada que possa gerar preocupação.

Segundo o Dr Nelson Hamerschlak, a causa (provavelmente um processo infeccioso leve) que levou a equipe a agir preventivamente decidindo pela reinternação do Lucca, já deve estar resolvida. Lucca até poderia receber alta de acordo com o quadro clínico dele, que está bem melhor. Mas a equipe prefere aguardar ainda o resultado de uma pesquisa de vírus no sangue, coletada na verdade na quinta-feira da semana passada (22/4) e que leva sete dias para ficar pronta.

O exame de fezes coletado ontem trouxe resultado negativo para rotavírus mas indicou a presença de adenovírus na amostra. Isso já havia acontecido antes, durante o período que Lucca esteve internado na UTMO.

Há 51 serótipos diferentes de adenovírus -- que são vírus de tamanho médio, bastante estáveis e resistentes ao ar ambiente e no nosso próprio organismo, que podem causar infecção, especialmente por meio das vias aéreas superiores.

Como comentei com os médicos antes, voltar a internar o Lucca não era não era algo que eu queria que acontecesse. Muito menos assim, tão imediatamente após a alta pós-pega medular. Mas, já que estamos aqui, também não tenho pressa para sairmos. Prefiro que pesquisemos a fundo tudo em detalhes. E muito me conforta que meu filho esteja assistido por uma equipe tão capacitada e que pensa assim também. Me dá um segurança enorme cada vez que converso com todos eles, em especial com a Dra Juliana, que tem sim uma carinha e uma doçura de menina, mas com um profissionalismo deque é uma profissional de máxima grandeza!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Entendendo a Pancreatite Aguda

Ainda não se pode afirmar nada com precisão, mas uma das suspeitas é que a dor na panturrilha, associada ao estado sub-febril que Lucca vem apresentando e às alterações em seus exames de PCR e lipase, sejam indícios de que ele pode estar desenvolvendo uma pancreatite aguda.

A pancreatite aguda é causada por uma inflamação no pâncreas -- órgão responsável pela produção de enzimas digestivas -- as principais são a amilase (importante na digestão de carboidratos), a tripsina (que actua sobre as proteínas) e a lipase (que digere a gordura). O pâncreas também é o responsável pela produção da insulina (que controla os níveis de glicose no sangue e que, se não tiver sua produção ocorrendo de forma correta, desencadeia uma doença chamada diabetes).

Na pancreatite, essas enzimas pancreáticas (que normalmente são lançadas nos intestinos delgados para ajudar na digestão) são ativadas dentro do próprio pâncreas e começam a danificá-lo. A inflamação aguda pode se intensificar e desencadear uma pancreatite crônica.

Duas são as principais causas de pancreatite: o etilismo (uso abusivo do álcool) e a existência de cálculos na vesícula biliar -- isso porque as enzimas digestivas vão do pâncreas para o intestino delgado usando como canal a bile, que vem da vesícula biliar e do fígado. A presença de cálculos biliares entupindo o canal pancreático impedem que as enzimas cheguem ao intestino. Elas ficam então acumuladas dentro do fígado, onde são ativadas, corroendo o órgão por dentro.

Normalmente, essa obstrução é temporária e provoca um dano limitado, que rapidamente se repara. Mas, se persistir, pode gerar uma lesão mais acentuada e permitir que a as enzimas penetrem na corrente sanguínea ou na cavidade abdominal, provocando irritação e inflamação do revestimento da cavidade (peritonite) ou de outros órgãos.


Outras causas possíveis
Há, contudo, outros fatores que também podem causar pancreatite, tais como traumas abdominais (pancreatite traumática); cirurgia abdominal; uso de alguns medicamentos, incluindo certos antibióticos (metronidazol, sulfa e tetraciclina), diuréticos tiazídicos e estrogênio); altos níveis de cálcio ou triglicérides no sangue; algumas infecções, como caxumba ou hepatite viral; etc.

Geralmente, a pancreatite aguda está associada a sintomas de muita dor e desconforto na região abdominal. É comum essa dor projetar-se para as costas, tórax, flanco ou para baixo. E pode piorar de acordo com a alimentação, em especial aquela mais gordurosa. Distensão abdominal (inchaço), náuseas, vômitos, febre, perda de apetite, cansaço, hipotensão e choque (pressão muito baixa que compromete em muito o funcionamento dos órgãos) também são sinais que costumam aparecer nos pacientes.

O médico especialista (gastroentereologistas e cirurgiões gerais) é a pessoa mais indicada para solicitar os exames necessários que poderão ou não confirmar a ocorrência de pancreatite, bem como para indicar a conduta de tratamento mais adequada.

Essa conduta varia de acordo com o quadro de cada paciente e pode incluir repouso no hospital, jejum, reposição de líquidos por via endovenosa, passagem de uma sonda pelo nariz até o estômago para controlar eventuais quadros acentuados de vômitos, nutrição parenteral (por uma veia grossa) nos casos mais graves, uso de medicamentos para proteger o estômago de úlceras de stress, medicamentos antibióticos indicados nos casos graves e quando a causa é a calculose biliar pela freqüente presença de infecção da vesícula (também chamada de colecistite).

Uma intervenção cirúrgica pode ser indicada como tratamento definitivo dos cálculos de vesícula (colecistectomia), nos casos em que há uma infecção pancreática documentada com abscesso (pus), necrose (deterioração) extensa do pâncreas, quadros acentuados de hemorragia, choque que não melhora, ou quando múltiplos órgãos apresentam insuficiência.



CURIOSIDADES

  • Os cálculos biliares e o alcoolismo são responsáveis por quase 80% das internações hospitalares por pancreatite aguda.
  • Estudos demonstram que as mulheres sofrem pancreatites de causa obstrutiva quase duas vezes mais que os homens.
  • Já a pancreatite de origem alcoólica é seis vezes mais frequente em pacientes do sexo masculino.

Hemograma do Lucca mantém oscilação

O resultado do hemograma de hoje do Lucca, que ficou pronto agora à tarde, aponto um um total de 2600/mm3 de leucócitos, mil a menos do que ontem. Houve também uma leve queda no total na contagem de neutrófilos (de 2812;mm3 ontem para 1829/mm3 hoje) e no nível de hemoglobina (de 8,9 g/dl para 8,2 g/dl). As plaquetas baixaram como previsto mas foi o menor índice de redução -- ontem eram 27.000/mm3 e hoje elas estão em 25.000/mm3.

Os exames solicitados para avaliar a função do pâncreas do Lucca apontaram índice normal para a amilase e um índice aumentado para a lipase. Associado a isso, temos o resultado da ultrassonografia na região abdominal, realizada pelo Dr Guilherme Mendes. Segundo o laudo, verifica-se sinais que podem estar relacionados a uma pancreatite aguda -- que poderia vir a ser a causa do estado sub-febril que Lucca mantém há alguns dias, indicativo de processo infeccioso.

Ainda não consegui conversar com a Dra Juliana sobre esses resultados, mas, talvez, amanhã ela peça exames complementares, como por exemplo uma tomografia computadorizada de abdôme, conforme ela havia comentado hoje.


Aprofundando a pesquisa sobre a sinusite do Lucca
Agora à noite, o Dr José Arruda, médico otorrinolaringologista da equipe da Dra Luci, veio nos visitar e avaliar o quadro de saúde do Lucca. Conversamos sobre os primeiros sinais da sinusite dele, surgidos há cerca de um ano, e sobre os sintomas dos últimos dias. Depois de avaliar os exames realizados, em especial a tomografia de tórax que Lucca fez ontem à noite, o especialista discutiu o caso com a equipe médica que acompanha o caso e a conduta sugerida é a de afastar primeiramente outras suspeitas, como a relacionada a uma eventual pancreatite. Porque a pesquisa aprofundada da sinusite e consequente ação de limpeza das vias eventualmente afetadas envolveria um procedimento cirúrgico -- o que seria uma ação para ser tomada depois de descartada outras menos invasivas.

Lucca passou a noite bem

Dor na panturrilha esquerda melhorou bastante e resultado da tomografia continua estável


Felizmente, correu tudo bem na noite passada. A dor que Lucca referia na panturrilha da perna esquerda (região popularmente conhecida como 'batata-da-perna') diminuiu já desde ontem no final do dia. E o resultado da tomografia de seios da face e de tórax/pulmão que ele fez por volta das 21h também permanece estável se comparado com os exames anteriores feitos durante o período em que esteve lá na unidade de TMO.

Permanecem apenas, nas imagens dos seios da face, os sinais de uma sinusite não-crônica -- a mesma que foi diagnosticada lá atrás, ainda no primeiro semestre de 2008. Que causava dores de cabeça agudas no Lucca. Que me levou a procurar um neurologista. E pedir uma ressonância magnética...

Não sei se já comentei isso aqui. Mas a dor de cabeça era de fato sintoma da sinusite. Ñada tinha que ver com a adrenoleucodistrofia. Eu procurei o neuro por desencargo de consciência, comentei isso durante aquela primeira consulta. Algo me dizia que eu tinha que fazer aquilo mesmo com o resultado em mãos da tomografia que fizemos no Hospital Sírio Libanês (em que confio muito!). Tenho amigos que dizem que foi intuição de mãe, sexto-sentido puro! rs.... Vai saber?!...

PCR levemente alterado
Dentre os exames realizados no Lucca ontem à tarde via coleta de sangue, o exame de PCR trouxe um resultado um pouquinho alterado -- de 27,4 mg/L -- o que seria um indício confirmatório da presença de um processo infeccioso não crônico no organismo dele. Isso porque esse exame mede a proteína C reativa, um tipo especial de proteína produzida pelo fígado e que está presente somente durante os episódios de infecção e inflamação aguda. Mas, como explicou a Dra Juliana Folloni, uma infeccção mais grave, por virus, por exemplo, traria um resultado acima de 100 mg/L, que não foi o caso. Também não se pode afirmar que se trate de um infecção fúngica em função do bom quadro evolutivo que vem sendo registrado.

Há algumas suspeitas que Dr Nelson e Dra Juliana querem pesquisar, novamente de forma preventiva (mais em função desse estado sub-febril, em torno dos 37oC, que Lucca teve nos últimos dias):
  • se há um quadro infeccioso associado à sinusite e, nesse caso, detalhar um pouco mais a fundo as causas dessa inflamação (Dr Nelson solicitou a avaliação do Lucca por uma colega otorrinolaringologista aqui do Einstein, Dra Luci);
  • se há alguma intercorrência no fígado e no pâncreas, por meio de novos exames de sangue e de uma ultrassonografia de abdômen;
  • se há alteração nas fezes (o cocô do Lucca tem estado mais molinho há vários dias e, na tomografia de ontem, algumas imagens adicionais que aparecem, lembrariam uma espécie de constipação no cólon).
Daqui a pouco, as enfermeiras coletarão uma nova amostra de sangue do Lucca para avaliar também as contagens sanguíneas (leucócitos, hemoglobina, plaquetas etc.) de hoje.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Lucca reclama de dores no peito hoje de madrugada e pela manhã

Médicos suspeitam de leve mucosite na região do esôfago e iniciam prontamente tratamento para controle dos sintomas e afastamento do desconforto

Nessa madrugada, por volta de 4h30, Lucca acordou para fazer xixi e reclamou de uma dor na região peitoral. Ao mesmo tempo que acionei prontamente a equipe de enfermagem, eu preocupada, logo procurei saber dele se tratava-se de uma dor intensa ou branda, e se acometia alguma área específica, como, por exemplo, próximo ao local onde está o catéter, ou mesmo, do lado esquerdo, perto do coração.

Ele descreveu como um desconforto mais na região central, abaixo da garganta, e referiu dor mais incômoda somente ao engolir. Também mencionou dor de cabeça e uma dor na região abdominal -- que, pela descrição dele, logo pensei que podia ser reflexo de estômado vazio. Isso porque, na noite anterior, ele havia comido apenas dois potinhos pequenos de danoninho e uma xícara de leite com Sustagen.

A Déa (Enf. Andréa) reviu os sinais vitais dele e todos eles -- temperatura corpórea, saturação do oxigênio no sangue, pressão arterial e batimentos cardíacos -- estavam absolutamente dentro da normalidade. Pedi um cardápio leve de desjejum pra ele e, felizmente, depois de comer, Lucca disse estar se sentindo muito melhor, sem dores. Voltou a dormir às 5h30 mais ou menos, e só foi acordar hoje quase às 11h da manhã.

Quando recebeu a visita do Dr Fabio Kerbauy, oncohematologista da equipe, Lucca reclamou novamente do desconforto no peito. Dr Fábio o examinou e, de acordo com o quadro, suspeitou de leve mucosite (inflamação nas células do tecido epitelial) no esôfago. Segundo ele, o procedimento mais recomendado nesses casos é a realização de uma endoscopia esofágica. Mas, em função da baixa quantidade de leucócitos no organismo do Lucca, ele achou por bem descartar essa alternativa pelo menos temporariamente e substituir por um Raio-X de tórax e a administração de Mylanta Plus para amenizar e tratar uma eventual inflamação.

De fato, Lucca melhorou muito, graças a Deus!