Novas Unidades de Pronto Atendimento serão entregues à população de São Bernardo do Campo, Porto Seguro e Recanto das Emas
A presidenta Dilma Rousseff e o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inauguraram, nesta quinta-feira (5/7), de forma simultânea, três Unidades de Pronto Atendimento (UPA 24h) em São Paulo, Bahia e Distrito Federal. A cerimônia, que também teve a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aconteceu na UPA 24h de São Bernardo do Campo, de onde foi anunciada para a população de Porto Seguro (BA) e Recanto das Emas (DF), a abertura das outras duas novas unidades. Elas prestarão atendimento emergencial de baixa e média complexidade 24 horas por dia, sete dias por semana. Nas localidades em que estão em pleno atendimento, às unidades têm capacidade para atender – sem necessidade de encaminhamento ao pronto-socorro hospitalar – 97% dos pacientes.
“Uma parte fundamental do tratamento de um paciente é o acesso e o atendimento humano de qualidade. A UPA busca garantir que se a pessoa precisar ela terá um acesso humano e de qualidade. Vamos fazer o possível e o impossível para dar saúde de qualidade para a população brasileira”, disse a presidenta Dilma Rousseff. O ministro Alexandre Padilha ressaltou a importância do papel das unidades na organização do atendimento de uma região. “Ninguém escolhe a hora para ficar doente ou passar mal. Quando isso acontecia, a única alternativa que as pessoas tinham era procurar o pronto-socorro de um hospital e conviver ou disputar espaço com casos muito mais graves, como acidentados do trânsito. Com as UPAs funcionando 24 horas por dia elas vão reduzir a lotação nos hospitais e o tempo de espera do atendimento do cidadão”, explicou Padilha.
Para as UPAs de São Bernardo e Porto Seguro, o Ministério da Saúde liberou, para cada uma delas, R$ 2 milhões para sua construção e investirá R$ 2,1 milhões por ano para custeio. A unidade de São Bernardo, localizada no bairro de Assunção, contará com até 14 leitos, enquanto a de Porto Seguro terá até 12 leitos. Ambas terão capacidade para atender até 300 pacientes por dia, prestando atendimento emergencial de baixa e média complexidade. Em todo o estado de São Paulo, já estão em funcionamento 28 UPAs, todas em amplo funcionamento. Já na Bahia, a população conta com o atendimento de seis UPAs.
A primeira UPA a funcionar no Recanto das Emas, no Distrito Federal, que também será inaugurada nesta quinta-feira, terá até 17 leitos e capacidade para atender 450 pacientes por dia. O Ministério da Saúde investiu em sua construção R$ 2,6 milhões e destinará R$ 3 milhões para custeio anual.
Atendimento
Lançada pelo Ministério da Saúde em 2003, as UPAs fazem parte do programa Saúde Toda Hora, e tem, entre os objetivos, reorganizar a rede de atenção aos atendimentos de urgências do Sistema Único de Saúde (SUS). As unidades oferecem assistência de emergência 24h por dia, durante sete dias da semana, e contribuem para reduzir filas ao desafogar os prontos-socorros de hospitais.
Todas as UPAs, que oferecem serviço de Raio-X, laboratório para exames, aparelho de eletrocardiograma e atendimento pediátrico, entre outros, passarão a atender a população imediatamente após a cerimônia de inauguração.
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quinta-feira, 5 de julho de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
São Paulo terá R$ 29,7 milhões para primeiras ações da Rede Cegonha
Plano de ação do estado prevê qualificação de leitos de UCI e UTI Neonatal e gestação de alto risco
O Ministério da Saúde aprovou o custeio para ações previstas na primeira etapa dos Planos de Ação das Redes Assistenciais para a implantação da Rede Cegonha em municípios que compõem as regiões prioritárias de São Paulo. O estado receberá R$ 29,7 milhões para qualificação de 38 leitos de Gestação de Alto Risco em um hospital; 55 de leitos UTI Adulto tipo II em cinco hospitais e 69 UTI Neonatal tipo II em seis hospitais. Para o município de Campinas, apontado pelo estado como região prioritária, os recursos serão destinados à qualificação de 33 leitos de Gestação de Alto Risco em quatro hospitais; 14 leitos de UTI Adulto em seis hospitais; 69 leitos de UTI Neonatal em sete hospitais e 38 leitos UCI Neonatal em quatro hospitais.
A Portaria foi publicada no Diário Oficial da União em 22 de dezembro e autoriza, já a partir de dezembro de 2011, a transferência de recursos do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos de Saúde do Estado e Municípios que compõe a Rede de Assistência. Além de São Paulo, o Ministério também aprovou os planos das regiões prioritárias dos estados da Bahia, Pará, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro. Ao todo foram liberados mais de R$ 213 milhões, que correspondem aos custeios anuais dos serviços qualificados.
“Os planos definem os primeiros passos para a implantação da Rede Cegonha nesses estados e tiveram a participação ativa do Governo Federal, estados e municípios”, destaca a coordenadora da saúde da mulher do Ministério, Esther Vilela. Até agora, 17 estados e 800 municípios já aderiram à estratégia.
A Rede Cegonha fortalece um modelo de atenção que vai do reforço do planejamento familiar à confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal, parto, pós-parto, até os dois primeiros anos de vida da criança. As ações previstas na estratégia visam qualificar, até 2014, toda a rede de assistência, ampliando e melhorando as condições para que as brasileiras possam dar à luz e cuidar de seus bebês com atendimento adequado, seguro e humanizado no SUS. “Temos que construir um ambiente acolhedor para que a mulher se sinta mais segura nesse momento e, para isso, é necessário a qualificação do espaço físico e a mudança das práticas”, enfatiza Esther Vilela.
O Ministério da Saúde aprovou o custeio para ações previstas na primeira etapa dos Planos de Ação das Redes Assistenciais para a implantação da Rede Cegonha em municípios que compõem as regiões prioritárias de São Paulo. O estado receberá R$ 29,7 milhões para qualificação de 38 leitos de Gestação de Alto Risco em um hospital; 55 de leitos UTI Adulto tipo II em cinco hospitais e 69 UTI Neonatal tipo II em seis hospitais. Para o município de Campinas, apontado pelo estado como região prioritária, os recursos serão destinados à qualificação de 33 leitos de Gestação de Alto Risco em quatro hospitais; 14 leitos de UTI Adulto em seis hospitais; 69 leitos de UTI Neonatal em sete hospitais e 38 leitos UCI Neonatal em quatro hospitais.
A Portaria foi publicada no Diário Oficial da União em 22 de dezembro e autoriza, já a partir de dezembro de 2011, a transferência de recursos do Fundo Nacional de Saúde para os Fundos de Saúde do Estado e Municípios que compõe a Rede de Assistência. Além de São Paulo, o Ministério também aprovou os planos das regiões prioritárias dos estados da Bahia, Pará, Minas Gerais, Pernambuco e Rio de Janeiro. Ao todo foram liberados mais de R$ 213 milhões, que correspondem aos custeios anuais dos serviços qualificados.
“Os planos definem os primeiros passos para a implantação da Rede Cegonha nesses estados e tiveram a participação ativa do Governo Federal, estados e municípios”, destaca a coordenadora da saúde da mulher do Ministério, Esther Vilela. Até agora, 17 estados e 800 municípios já aderiram à estratégia.
A Rede Cegonha fortalece um modelo de atenção que vai do reforço do planejamento familiar à confirmação da gravidez, passando pelo pré-natal, parto, pós-parto, até os dois primeiros anos de vida da criança. As ações previstas na estratégia visam qualificar, até 2014, toda a rede de assistência, ampliando e melhorando as condições para que as brasileiras possam dar à luz e cuidar de seus bebês com atendimento adequado, seguro e humanizado no SUS. “Temos que construir um ambiente acolhedor para que a mulher se sinta mais segura nesse momento e, para isso, é necessário a qualificação do espaço físico e a mudança das práticas”, enfatiza Esther Vilela.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
Brasil e Reino Unido selam cooperação bilateral
Governo inglês está interessado, entre outros projetos, em apoiar o Ministério da Saúde do Brasil nas Olimpíadas de 2016
Os ministros de Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, e do Reino Unido, Simon Burns, assinaram no Rio de Janeiro, documento para expandir parcerias na área da saúde. O governo britânico quer apoiar o país na estruturação dos serviços de saúde para os Jogos Olímpicos de 2016, com sede na capital do Rio, estabelecer acordos para o desenvolvimento conjunto de medicamentos, realização de pesquisas e cooperação em vigilância sanitária. As duas autoridades se reuniram durante o evento da Organização Mundial de Saúde (OMS), a Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, que termina nesta sexta-feira (21), no Rio de Janeiro.
Para Burns, o momento de crise econômica evidência que os países precisam cooperar mais. “É preciso mais colaboração entre as nações, sobretudo as parcerias entre ricos e pobres. Neste momento, devemos trocar experiência de gestão, apresentar nossos programas e dividir acertos”, afirmou.
O ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, destacou o incentivo que o governo federal tem dado a realização de parcerias entre empresas públicas e privadas para a fabricação de medicamentos. São cerca de 30 acordos de transferência de tecnologia envolvendo empresas nacionais e internacionais. O ministro inglês demonstrou interesse na produção da vacina da gripe, que é fabricada no Instituto Butantan, empresa pública brasileira - poucos países dominam esse processo.
Essa e outras possibilidades de cooperação serão detalhadas nos dias 3 e 4 de novembro, quando profissionais de saúde e representantes do governo dos dois países participam de um workshop sobre o assunto em Brasília. O acordo prevê reuniões como essa uma vez ao ano.
OUTRAS PARCERIAS
Padilha também se reuniu, nos dois primeiros dias da Conferência, com representantes dos Estados Unidos, Peru, Holanda e África do Sul. Na conversa com o secretário de Serviços Humanos dos Estados Unidos, Rathleen Sebelius, ressaltou-se a importância de cooperação trilateral com países africanos. O ministro Padilha aproveitou para apresentar a parceria do Brasil com o governo de Moçambique para a construção de uma fábrica de antirretrovirais.
O ministro do Peru, Alberto Tejada Noriega, no encontro com Padilha, pediu apoio brasileiro na estruturação de programas nesta área. “O Brasil é um modelo das políticas sociais de saúde”, disse. Padilha convidou o ministro peruano para visitar o país em uma missão e conhecer as ações brasileiras.
Os ministros de Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, e do Reino Unido, Simon Burns, assinaram no Rio de Janeiro, documento para expandir parcerias na área da saúde. O governo britânico quer apoiar o país na estruturação dos serviços de saúde para os Jogos Olímpicos de 2016, com sede na capital do Rio, estabelecer acordos para o desenvolvimento conjunto de medicamentos, realização de pesquisas e cooperação em vigilância sanitária. As duas autoridades se reuniram durante o evento da Organização Mundial de Saúde (OMS), a Conferência Mundial sobre Determinantes Sociais da Saúde, que termina nesta sexta-feira (21), no Rio de Janeiro.
Para Burns, o momento de crise econômica evidência que os países precisam cooperar mais. “É preciso mais colaboração entre as nações, sobretudo as parcerias entre ricos e pobres. Neste momento, devemos trocar experiência de gestão, apresentar nossos programas e dividir acertos”, afirmou.
O ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, destacou o incentivo que o governo federal tem dado a realização de parcerias entre empresas públicas e privadas para a fabricação de medicamentos. São cerca de 30 acordos de transferência de tecnologia envolvendo empresas nacionais e internacionais. O ministro inglês demonstrou interesse na produção da vacina da gripe, que é fabricada no Instituto Butantan, empresa pública brasileira - poucos países dominam esse processo.
Essa e outras possibilidades de cooperação serão detalhadas nos dias 3 e 4 de novembro, quando profissionais de saúde e representantes do governo dos dois países participam de um workshop sobre o assunto em Brasília. O acordo prevê reuniões como essa uma vez ao ano.
OUTRAS PARCERIAS
Padilha também se reuniu, nos dois primeiros dias da Conferência, com representantes dos Estados Unidos, Peru, Holanda e África do Sul. Na conversa com o secretário de Serviços Humanos dos Estados Unidos, Rathleen Sebelius, ressaltou-se a importância de cooperação trilateral com países africanos. O ministro Padilha aproveitou para apresentar a parceria do Brasil com o governo de Moçambique para a construção de uma fábrica de antirretrovirais.
O ministro do Peru, Alberto Tejada Noriega, no encontro com Padilha, pediu apoio brasileiro na estruturação de programas nesta área. “O Brasil é um modelo das políticas sociais de saúde”, disse. Padilha convidou o ministro peruano para visitar o país em uma missão e conhecer as ações brasileiras.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
SUS oferecerá teste rápido para sífilis
Segundo estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), a cada ano no mundo ocorrem aproximadamente 12 milhões de novos casos da doença por transmissão sexual -- sendo 937 mil somente no Brasil
Como parte da celebração do Dia Nacional de Combate à Sífilis, que ocorre todo terceiro sábado de outubro, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecerá teste rápido de triagem para o diagnóstico dda doença. Até o fim deste ano, o Ministério da Saúde vai adquirir 392 mil kits para implementação da testagem de sífilis na rede pública.
O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde já capacitou 350 multiplicadores para treinar profissionais de saúde para implantar a testagem rápida. outros 680 técnicos serão capacitados até dezembro para orientar os serviços locais sobre como realizar o exame.
“Com a Rede Cegonha, o Ministério quer garantir que 100% das gestantes e seus parceiros sexuais, tenham acesso ao exame de sífilis e, quando necessário, ao tratamento”, afirma o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A Rede Cegonha reúne a integração de serviços e medidas para a atenção à gestante e seu bebê, desde o planejamento familiar aos primeiros dias após o parto.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência de sífilis em parturientes encontra-se em 1,6%, cerca de quatro vezes maior que a prevalência da infecção pelo HIV.
“O esforço é para conseguirmos eliminar a forma congênita da doença, aquela que é transmitida de mãe para filho, até o ano de 2015. Esses casos são inaceitáveis e revelam dificuldades de acesso a um pré-natal de qualidade que precisam ser superadas rapidamente”, diz o Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
De 2005 a 2010, foram notificados 29,5 mil casos de sífilis em gestantes, no País. A maioria dos casos no período ocorreu nas Regiões Sudeste e Nordeste, com 9.340 (31,6%) e 8.054 (27,3%) de casos, respectivamente. No ano de 2009, a taxa de detecção para o país foi de três casos por 1.000 nascidos vivos, sendo que as maiores taxas estão nas regiões Centro-Oeste, com 5,2 e Norte, com 4,5.
De 2000 a 2010, foram detectados no Brasil 54.141 casos de sífilis congênita em crianças menores de um ano de idade. Do total acumulado nesse período, a Região Sudeste registrou 24.260 (44,8%) casos; a Nordeste, 17.397 (32,1%); a Norte, 5.223 (9,6%); a Sul, 3.764 (7,0%); e a Centro-Oeste, 3.497 (6,5%).
Sinais e sintomas
A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e pode se manifestar de forma temporária, em três estágios. Os principais sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença. Com o desaparecimento dos sintomas, o que acontece com frequência, as pessoas se despreocupam e não buscam diagnóstico e tratamento. Sem o atendimento adequado, a doença pode comprometer a pele, os olhos, os ossos, o sistema cardiovascular e o sistema nervoso. Se não tratada, pode até levar à morte.
Além da transmissão vertical (de mãe para filho), a doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado e por transfusão de sangue contaminado. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenção.
Como parte da celebração do Dia Nacional de Combate à Sífilis, que ocorre todo terceiro sábado de outubro, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferecerá teste rápido de triagem para o diagnóstico dda doença. Até o fim deste ano, o Ministério da Saúde vai adquirir 392 mil kits para implementação da testagem de sífilis na rede pública.
O Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde já capacitou 350 multiplicadores para treinar profissionais de saúde para implantar a testagem rápida. outros 680 técnicos serão capacitados até dezembro para orientar os serviços locais sobre como realizar o exame.
“Com a Rede Cegonha, o Ministério quer garantir que 100% das gestantes e seus parceiros sexuais, tenham acesso ao exame de sífilis e, quando necessário, ao tratamento”, afirma o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A Rede Cegonha reúne a integração de serviços e medidas para a atenção à gestante e seu bebê, desde o planejamento familiar aos primeiros dias após o parto.
No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que a prevalência de sífilis em parturientes encontra-se em 1,6%, cerca de quatro vezes maior que a prevalência da infecção pelo HIV.
“O esforço é para conseguirmos eliminar a forma congênita da doença, aquela que é transmitida de mãe para filho, até o ano de 2015. Esses casos são inaceitáveis e revelam dificuldades de acesso a um pré-natal de qualidade que precisam ser superadas rapidamente”, diz o Secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa.
De 2005 a 2010, foram notificados 29,5 mil casos de sífilis em gestantes, no País. A maioria dos casos no período ocorreu nas Regiões Sudeste e Nordeste, com 9.340 (31,6%) e 8.054 (27,3%) de casos, respectivamente. No ano de 2009, a taxa de detecção para o país foi de três casos por 1.000 nascidos vivos, sendo que as maiores taxas estão nas regiões Centro-Oeste, com 5,2 e Norte, com 4,5.
De 2000 a 2010, foram detectados no Brasil 54.141 casos de sífilis congênita em crianças menores de um ano de idade. Do total acumulado nesse período, a Região Sudeste registrou 24.260 (44,8%) casos; a Nordeste, 17.397 (32,1%); a Norte, 5.223 (9,6%); a Sul, 3.764 (7,0%); e a Centro-Oeste, 3.497 (6,5%).
Sinais e sintomas
A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e pode se manifestar de forma temporária, em três estágios. Os principais sintomas ocorrem nas duas primeiras fases, período em que a doença é mais contagiosa. O terceiro estágio pode não apresentar sintoma e, por isso, dá a falsa impressão de cura da doença. Com o desaparecimento dos sintomas, o que acontece com frequência, as pessoas se despreocupam e não buscam diagnóstico e tratamento. Sem o atendimento adequado, a doença pode comprometer a pele, os olhos, os ossos, o sistema cardiovascular e o sistema nervoso. Se não tratada, pode até levar à morte.
Além da transmissão vertical (de mãe para filho), a doença pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado e por transfusão de sangue contaminado. O uso da camisinha em todas as relações sexuais e o correto acompanhamento durante a gravidez são meios simples, confiáveis e baratos de prevenção.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Projeto de Lei prevê Centros Especializados de Referência para portadores de doenças raras
Várias organização e associações de pacientes se uniram em torno de um único objetivo: elas defendem que o o Projeto de Lei do Deputado Estadual Edinho Silva seja votado e aprovado. O projeto institui uma política de atendimento e tratamento às doenças raras, com a criação de Centros Especializados de Referência.
A ideia é que os Centros de Referência cadastrados no SUS prestem assistência médica, de reabilitação e farmacêutica.
O Projeto foi formulado em conjunto com especialistas, portadores de doenças raras e associações, mas ainda não foi inserido na pauta da Assembléia. Na última semanam algumas instituições de doenças raras iniciaram uma mobilização na internet para pedir agilidade na votação e aprovação do Projeto de Lei. “Os portadores de doenças raras buscam com a iniciativa sensibilizar a sociedade sobre o tema e conquistar apoio para a votação”, afirma Adriana Dias, diretora da associação Brasileira de Osteogenesis Imperfecta.
O Projeto está em tramitação na Assembléia e pode ser votado ainda neste segundo semestre. A petição online (http://www.ipetitions.com/petition/pl648/) está disponível para quem quiser manifestar apoio ao projeto.
A ideia é que os Centros de Referência cadastrados no SUS prestem assistência médica, de reabilitação e farmacêutica.
O Projeto foi formulado em conjunto com especialistas, portadores de doenças raras e associações, mas ainda não foi inserido na pauta da Assembléia. Na última semanam algumas instituições de doenças raras iniciaram uma mobilização na internet para pedir agilidade na votação e aprovação do Projeto de Lei. “Os portadores de doenças raras buscam com a iniciativa sensibilizar a sociedade sobre o tema e conquistar apoio para a votação”, afirma Adriana Dias, diretora da associação Brasileira de Osteogenesis Imperfecta.
O Projeto está em tramitação na Assembléia e pode ser votado ainda neste segundo semestre. A petição online (http://www.ipetitions.com/petition/pl648/) está disponível para quem quiser manifestar apoio ao projeto.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Ministério da Saúde divulga mapa das hepatites virais no Brasil entre 1999 e 2010
Os dados, divulgados anualmente, apresentam os casos confirmados da doença, de pacientes que geralmente já apresentam sintomas
Segundo o Ministério da Saúde, o Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais no Brasil, divulgado hoje (28/7), é um retrato dos casos confirmados da doença, diferente do Inquérito Nacional de Hepatites Virais, realizado nas capitais e no Distrito Federal, que realiza exames por amostragem de pessoas.
Para registrar os dados do boletim, a principal fonte é o Sistema de Informação de Agravos de Notificações (Sinan). De 1999 a 2010 (com dados preliminares para o último ano), foram notificados 307.446 casos de hepatites virais no Brasil, incluindo os cinco tipos da doença – A, B, C, D e E (quadro abaixo).
“A melhoria da notificação das hepatites no país é fundamental para o Ministério da Saúde. É a oportunidade de chegar àqueles que não conhecem sua condição sorológica, oferecer tratamento e contribuir para a qualidade de vida dessas pessoas”, avalia o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Dados de hepatites virais notificados entre 1999 e 2010*
HEPATITE A – A maior parte dos casos notificados no período foi registrada nas regiões Nordeste (31,2%) e Norte (22,6%). Crianças menores de 13 anos representam o grupo mais acometido pela hepatite A e compreendem 68,7% dos casos notificados no país, de 1999 a 2010*. Nesse grupo também se concentram as mais elevadas taxas de incidência.
No país, observa-se diminuição da taxa de incidência a partir de 2006, quando se registrou 9,1 casos por 100 mil habitantes. Em 2010*, a taxa verificada foi de 3,1 por 100 mil habitantes. Neste mesmo ano, em relação às regiões, a Norte apresentou a maior taxa (9,7), seguida pela Sul (3,8), Nordeste (3,7), Centro Oeste (3,1) e Sudeste (1,2).
HEPATITE B – A análise por região demonstra que o Sudeste concentra 36,6% dos casos, seguido do Sul, com 31,6% das notificações, entre 1999 e 2009. Nesse período, tanto o país, quanto as regiões apresentaram crescimento das taxas de incidência (número de casos a cada 100 mil habitantes). No Brasil, a taxa passou de 0,5%, em 1999, para 5,6%, em 2009. A região Sul registra os maiores índices desde 2002, seguida do Norte. As taxas observadas nessas duas regiões, em 2009, foram de 13,3 e 12,6 por 100 mil habitantes, respectivamente.
HEPATITE C – Do total de casos de hepatite C registrados entre 1999 e 2010*, 47.830 foram na região Sudeste e 15.095, na Sul. Juntas, essas duas regiões concentram 90% dos casos confirmados no país. As taxas de incidência mais elevadas também se concentram nessas regiões. Enquanto o país registrou incidência de 5,3 casos confirmados para hepatite C, em 2009, a região Sudeste apresentou 8,3 e a Sul, 7,4.
HEPATITE D – Só as pessoas que já são portadoras do tipo B podem ser infectadas pelo tipo D, também causado por vírus. Entre 1999 e 2010*, foram confirmados 1.812 casos de hepatite D, com concentração de 76,3% na região Norte. Os estados do Acre e Amazonas agregam a maioria dos casos acumulados no período e notificados, 555 e 625, respectivamente.
HEPATITE E – Neste tipo da doença, os sinais e sintomas são semelhantes aos da hepatite A. Contudo, esse tipo é raro no Brasil. Entre 1999 e 2010*, foram registrados 874 casos da doença. Do total acumulado, mais da metade 50,6% (442) foram notificados na região Sudeste.
ÓBITOS POR HEPATITES VIRAIS – Entre as mortes atribuídas especificamente às hepatites virais no Brasil, o maior número registrado entre os anos de 2000 a 2010* foi decorrente da hepatite C, com 14.873 óbitos. Em seguida, encontra-se a hepatite B, com 4.978 notificações. No mesmo período, a causa básicas de óbito por hepatites é menor nos tipos A (608), D (264) e E (48). Os óbitos são extraídos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
Segundo o Ministério da Saúde, o Boletim Epidemiológico das Hepatites Virais no Brasil, divulgado hoje (28/7), é um retrato dos casos confirmados da doença, diferente do Inquérito Nacional de Hepatites Virais, realizado nas capitais e no Distrito Federal, que realiza exames por amostragem de pessoas.
Para registrar os dados do boletim, a principal fonte é o Sistema de Informação de Agravos de Notificações (Sinan). De 1999 a 2010 (com dados preliminares para o último ano), foram notificados 307.446 casos de hepatites virais no Brasil, incluindo os cinco tipos da doença – A, B, C, D e E (quadro abaixo).
“A melhoria da notificação das hepatites no país é fundamental para o Ministério da Saúde. É a oportunidade de chegar àqueles que não conhecem sua condição sorológica, oferecer tratamento e contribuir para a qualidade de vida dessas pessoas”, avalia o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Dados de hepatites virais notificados entre 1999 e 2010*
| Hepatite | Número de casos |
| A | 130.354 |
| B | 104.454 |
| C | 69.952 |
| D | 1.812 |
| E | 874 |
HEPATITE A – A maior parte dos casos notificados no período foi registrada nas regiões Nordeste (31,2%) e Norte (22,6%). Crianças menores de 13 anos representam o grupo mais acometido pela hepatite A e compreendem 68,7% dos casos notificados no país, de 1999 a 2010*. Nesse grupo também se concentram as mais elevadas taxas de incidência.
No país, observa-se diminuição da taxa de incidência a partir de 2006, quando se registrou 9,1 casos por 100 mil habitantes. Em 2010*, a taxa verificada foi de 3,1 por 100 mil habitantes. Neste mesmo ano, em relação às regiões, a Norte apresentou a maior taxa (9,7), seguida pela Sul (3,8), Nordeste (3,7), Centro Oeste (3,1) e Sudeste (1,2).
HEPATITE B – A análise por região demonstra que o Sudeste concentra 36,6% dos casos, seguido do Sul, com 31,6% das notificações, entre 1999 e 2009. Nesse período, tanto o país, quanto as regiões apresentaram crescimento das taxas de incidência (número de casos a cada 100 mil habitantes). No Brasil, a taxa passou de 0,5%, em 1999, para 5,6%, em 2009. A região Sul registra os maiores índices desde 2002, seguida do Norte. As taxas observadas nessas duas regiões, em 2009, foram de 13,3 e 12,6 por 100 mil habitantes, respectivamente.
HEPATITE C – Do total de casos de hepatite C registrados entre 1999 e 2010*, 47.830 foram na região Sudeste e 15.095, na Sul. Juntas, essas duas regiões concentram 90% dos casos confirmados no país. As taxas de incidência mais elevadas também se concentram nessas regiões. Enquanto o país registrou incidência de 5,3 casos confirmados para hepatite C, em 2009, a região Sudeste apresentou 8,3 e a Sul, 7,4.
HEPATITE D – Só as pessoas que já são portadoras do tipo B podem ser infectadas pelo tipo D, também causado por vírus. Entre 1999 e 2010*, foram confirmados 1.812 casos de hepatite D, com concentração de 76,3% na região Norte. Os estados do Acre e Amazonas agregam a maioria dos casos acumulados no período e notificados, 555 e 625, respectivamente.
HEPATITE E – Neste tipo da doença, os sinais e sintomas são semelhantes aos da hepatite A. Contudo, esse tipo é raro no Brasil. Entre 1999 e 2010*, foram registrados 874 casos da doença. Do total acumulado, mais da metade 50,6% (442) foram notificados na região Sudeste.
ÓBITOS POR HEPATITES VIRAIS – Entre as mortes atribuídas especificamente às hepatites virais no Brasil, o maior número registrado entre os anos de 2000 a 2010* foi decorrente da hepatite C, com 14.873 óbitos. Em seguida, encontra-se a hepatite B, com 4.978 notificações. No mesmo período, a causa básicas de óbito por hepatites é menor nos tipos A (608), D (264) e E (48). Os óbitos são extraídos do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
* Dados preliminares
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