A tendinite, a tendinopatia e a tendinose são três termos que estão do dia a dia do consultório ortopédico e do especialista em medicina esportiva.
O que é a Tendinite?
O nome Tendinite significa inflamação do tendão. Na verdade, o que ocorre na maioria dos casos é uma inflamação ao redor do tendão. Chamados essa inflamação de tenossinovite, pois ela provoca uma inflamação na bainha do tendão, A tendinite é provocada por uma doença, pelo uso excessivo do tendão ou ainda por posição inadequada ao realizar os movimentos. Na inflamação aguda, nos exames de imagem, algumas vezes vemos edema dentro do tendão.
Tendinite no Cotovelo
A tendinite no cotovelo é causada por tensões ou excesso de movimentos realizados com os músculos ou ligamentos do cotovelo.Esse tipo de tendinite é comum em atletas de esportes com raquetes, principalmente quando fazem uso de técnicas inadequadas. Outra causa é o uso em excesso dos músculos do cotovelo em trabalhos repetitivos, como na indústria ou digitação.
O diagnóstico da tendinite do cotovelo é feito através da análise clínica dos sintomas e de exames complementares, como a radiografia. Os exames possibilitam a detecção de inflamações ou alterações nos ligamentos ou músculos, que caracterizam a tendinite.
O tratamento para tendinite no cotovelo é feito através da combinação de medicamentos e fisioterapia. Os medicamentos utilizados são antiinflamatórios e relaxantes musculares, que controlam a inflamação e amenizam os sintomas. As compressas diárias de gelo são importantes aliadas nesse tratamento, em alguns casos pode ser necessária a imobilização do cotovelo. Durante o tratamento é preciso diminuir o ritmo de atividades físicas, e para fortalecer os músculos e ligamentos são recomendadas algumas sessões de fisioterapia.
O que é Tendinopatia?
A tendinopatia significa doença do tendão. O tendão doente surge quando o paciente permanece com uma inflamação crônica na região durante muito tempo. O quadro inicial de dor ou de desconforto no tendão, com o passar do tempo, provoca doença na estrutura do tendão que fica mais fraco e sujeito a uma ruptura com pequeno esforço. No quadro inicial de dor no tendão dizemos que o paciente está com tendinite essa inflamação em geral está ao redor do tendão(tenossinovite) porém, com o passar do tempo todo o tendão fica doente e surge a tendinopatia.
O que é Tendinose?
A tendinose é e certa forma igual a tendinopatia, o termo é usado na descrição dos exames de imagem principalmente da ressonância magnética das articulações. Poderíamos definir tendinose como o aspecto imaginológico da tendinopatia. Quando o radiologista descreve um tendão como tendo tendinose ele quer dizer que esse tendão apresenta características estruturais diferente do tendão sadio. Na ressonância do ombro a tendinose do supraespinal (supraespinhoso) significa que o tendão apresenta-se espessado com áreas de edema e eventualmente pequenas rupturas intra-substanciais, resumidamente o tendão está doente. essa doença do tendão provavelmente foi provocada por uma doença crônica na região.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
domingo, 9 de setembro de 2012
Epilepsia – Você sabe o que é?
Hoje, dia 9/9, comemora-se o Dia Nacional de Combate à Epilepsia, doença
neurológica crônica ou não, considerada a mais antiga da qual se tem registro. A falta de
conhecimento da população sobre esta doença sempre a cercou por mitos, crenças e
preconceitos, o que dificulta que seus portadores sejam socialmente
incluídos.
Com prevalência de 1 a 2% da população brasileira, a
Epilepsia é caracterizada por um “descompasso” elétrico nos circuitos cerebrais.
Quando queremos mexer uma parte do corpo, como a mão, por exemplo, enviamos uma
ordem para o nosso cérebro, que dispara um impulso nervoso. Até chegar na mão,
esse impulso viaja pelas ramificações dos neurônios e passará também por
estações em que os impulsos dependem de transporte químico (sinapses) para que a
informação chegue enfim aos músculos da mão.
Tudo isso acontece quando resolvemos mexer a mão
voluntariamente. Imagine agora um grupo de neurônios que resolve disparar esses
mesmos impulsos “sem a nossa autorização”, provocando movimentos involuntários
das mãos. É isso que acontece com os epilépticos.
“Podemos dizer que uma pessoa sobre de epilepsia quando
já apresentou mais de uma crise epiléptica não provocada por períodos
indeterminados, ou seja, pode ser uma vez ao mês, uma vez ao ano, todo
dia. Ouvir o histórico do paciente e o relato das pessoas que presenciaram a
crise também ajuda a determinar o diagnóstico. Além disso, é preciso
certificar-se de que não existe nenhum fator precipitante da crise, seja tóxico,
seja provocado por alguma outra doença”, explica o neurologista dr.
Adriano Campos Vieira, da Santa Casa de Juiz de Fora.
“A
Epilepsia pode levar a repercussões sociais dificultando nas relações
interpessoais, na inclusão escolar, na conquista e manutenção de um emprego.
Estas dificuldades podem acarretar problemas psicológicos como a estigmatização,
além de desajustes emocionais como: transtorno de humor, depressivo, entre
outros”, completa o especialista.
Com tratamento medicamentoso adequado a necessidade do
paciente, 90% deles conseguem se livrar dos acessos epiléticos. Isso significa
poder desenvolver suas atividades cotidianas normalmente com a redução ou
controle das crises.
O
tratamento para epilepsia é fornecido pelo Ministério da Saúde ou pela Unidade
Básica de Saúde. As indústrias de genéricos, também, oferecem opções mais
acessíveis para este tipo de tratamento, como é o caso da Sandoz que possui seis
das 15 principais moléculas para o tratamento de doenças do Sistema Nervoso
Central do mercado. “Além disso, é importante manter o acompanhamento médico
regular para controle”, conclui o especialista.
Fonte: Sandoz / InPress
sábado, 8 de setembro de 2012
DOAÇÃO DE ÓRGÃOS: Mais de 80 mil pessoas já se declararam doadores no facebook
No primeiro mês de lançamento da parceria entre o
Ministério da Saúde e o Facebook para incentivar a doação de órgãos, mais de 80
mil pessoas se declararam doadores. Lançada no dia 30 de julho, a funcionalidade
permite que os usuários da mídia no Brasil - cerca de 40 milhões de pessoas -
possam compartilhar esta decisão com amigos e parentes.
O internauta pode adicionar em sua linha do tempo a declaração de que é doador e compartilhar sua história, sobre quando, onde e porque decidiu tomar esta decisão. Assim como outros dados pessoais, o usuário também pode escolher com quem quer compartilhar, configurando em seu controle de privacidades. A informação sobre doação de órgãos poderá aparecer na linha do tempo do usuário e na descrição do perfil.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o número alcançado demonstra o poder das redes sociais de mobilizar pessoas que apoiam a causa. “Esta é mais uma ferramenta que contribuirá para a nossa campanha de incentivo à doação de órgãos. Precisamos fazer com que esta ideia seja multiplicada. No meu perfil, eu já informei, aos amigos e familiares, o meu desejo de ser doador”, conta o ministro.
Desde 2009, o Ministério da Saúde utiliza as redes sociais para se aproximar mais da sociedade, esclarecendo dúvidas, recebendo sugestões e trabalhando para aprimorar o Sistema Único de Saúde (SUS).
Registro - Em 2011, o Brasil bateu recorde ao registrar 2.207 doadores no Sistema Nacional de Órgãos – 63% a mais que em 2008. “Atingimos um patamar importante e, hoje, o Brasil é uma referência. Nosso País possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, 95% das cirurgias são realizadas pelo SUS, de forma totalmente gratuita à população. Por isso tivemos a iniciativa de criar esta funcionalidade para contribuir com o aumento, cada vez maior, do número de doadores de órgãos”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Para expressar no Facebook o desejo de ser um doador de órgãos, basta ir na Linha do Tempo e clicar em “Evento Cotidiano”. Depois é preciso selecionar a opção saúde e bem-estar e clicar em doador de órgãos, selecionando depois as pessoas que terão acesso a essa informação. É importante ressaltar que isso não substitui o caminho legal que a pessoa tem de percorrer, pois é a família que decide se autoriza ou não a doação de órgãos.
Histórico - No dia 30 de abril, o Facebook anunciou a nova ferramenta para residentes dos Estados Unidos e Grã-Bretanha. No evento em que a funcionalidade foi anunciada, os representantes da mídia social destacaram o empenho para encontrar formas de contribuir com a sociedade e, como resultado, houve o crescimento de registros. Entretanto, a iniciativa do governo brasileiro foi pioneira ao buscar e fazer a parceria para mobilizar os usuários em prol da doação de órgãos.
O internauta pode adicionar em sua linha do tempo a declaração de que é doador e compartilhar sua história, sobre quando, onde e porque decidiu tomar esta decisão. Assim como outros dados pessoais, o usuário também pode escolher com quem quer compartilhar, configurando em seu controle de privacidades. A informação sobre doação de órgãos poderá aparecer na linha do tempo do usuário e na descrição do perfil.
Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o número alcançado demonstra o poder das redes sociais de mobilizar pessoas que apoiam a causa. “Esta é mais uma ferramenta que contribuirá para a nossa campanha de incentivo à doação de órgãos. Precisamos fazer com que esta ideia seja multiplicada. No meu perfil, eu já informei, aos amigos e familiares, o meu desejo de ser doador”, conta o ministro.
Desde 2009, o Ministério da Saúde utiliza as redes sociais para se aproximar mais da sociedade, esclarecendo dúvidas, recebendo sugestões e trabalhando para aprimorar o Sistema Único de Saúde (SUS).
Registro - Em 2011, o Brasil bateu recorde ao registrar 2.207 doadores no Sistema Nacional de Órgãos – 63% a mais que em 2008. “Atingimos um patamar importante e, hoje, o Brasil é uma referência. Nosso País possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, 95% das cirurgias são realizadas pelo SUS, de forma totalmente gratuita à população. Por isso tivemos a iniciativa de criar esta funcionalidade para contribuir com o aumento, cada vez maior, do número de doadores de órgãos”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Para expressar no Facebook o desejo de ser um doador de órgãos, basta ir na Linha do Tempo e clicar em “Evento Cotidiano”. Depois é preciso selecionar a opção saúde e bem-estar e clicar em doador de órgãos, selecionando depois as pessoas que terão acesso a essa informação. É importante ressaltar que isso não substitui o caminho legal que a pessoa tem de percorrer, pois é a família que decide se autoriza ou não a doação de órgãos.
Histórico - No dia 30 de abril, o Facebook anunciou a nova ferramenta para residentes dos Estados Unidos e Grã-Bretanha. No evento em que a funcionalidade foi anunciada, os representantes da mídia social destacaram o empenho para encontrar formas de contribuir com a sociedade e, como resultado, houve o crescimento de registros. Entretanto, a iniciativa do governo brasileiro foi pioneira ao buscar e fazer a parceria para mobilizar os usuários em prol da doação de órgãos.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Esclerose Múltipla tem maior incidência em jovens e adultos entre 20 e 40 anos
Segundo dados da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), quinze em cada 100 mil brasileiros são acometidos por essa doença que afeta o sistema nervoso central e provoca uma diminuição da capacidade de transmissão dos estímulos nervosos, atinge principalmente jovens e adultos com idade prevalente entre 20 e 40 anos. “Ao contrário do que se imagina, a esclerose múltipla é uma doença dos jovens, e não dos idosos”, explica o neurologista Getúlio Daré Rabello, do Hospital Samaritano.
As causas da doença ainda são desconhecidas. Os sintomas são variados, podendo ocorrer de forma isolada ou associadamente: vertigem, visão dupla e perda parcial ou total da visão, dores, diminuição da sensibilidade, problemas de coordenação motora, déficit motor e, em casos muito graves, devido a dificuldade motora, pode ocorrer até insuficiência respiratória.
Segundo o especialista, “a incidência da doença vem aumentando nos últimos anos, muito em função do avanço no diagnóstico com o exame de ressonância magnética, que possibilita visualizar as lesões”. Ele lembra que outro exame importante para a identificação da esclerose múltipla é o do líquido céfalo-raquidiano, que afasta a possibilidade de dezenas de outras doenças infecciosas e inflamatórias.
“Mesmo ainda não havendo cura da doença, os tratamentos também vêm avançando, permitindo que o paciente tenha uma vida normal, com surtos menos intensos e em menor quantidade”, afirma Rabello. O tratamento da esclerose múltipla contempla dois aspectos: a própria doença e, depois, suas consequências.
Avanços no tratamento
A ciência vem apostando nas drogas imunomoduladoras e imunossupressoras para tratar a esclerose múltipla. Como o problema é que o sistema que nos defende contra as infecções passa a atacar uma substância que existe no sistema nervoso central chamada mielina, medicamentos que tentam regular esta alteração do sistema imunológico podem ser utilizados. As drogas mais potentes e com eficácia maior normalmente tem um perfil de segurança inferior.
Os objetivos com o uso de medicamentos são diminuir os surtos, evitar acúmulo de lesões e retardar a fase degenerativa, que pode ocorrer progressivamente após a fase inicial, que é basicamente inflamatória. A escolha do remédio deve ser feita pelo neurologista, analisando fatores da doença e do paciente. Quando existe o quadro de “surto”, que é como são chamados os períodos de piora da doença, normalmente são usadas doses grandes de corticosteroides. Atualmente, nos casos refratários, pode ser feito um procedimento chamado plasmaferese.
Outra melhoria significativa no que diz respeito à Esclerose Múltipla é uma mudança na abordagem clínica com o desenvolvimento do conhecimento pelos profissionais, diferenciando tratamentos para os diversos tipos da doença.
As causas da doença ainda são desconhecidas. Os sintomas são variados, podendo ocorrer de forma isolada ou associadamente: vertigem, visão dupla e perda parcial ou total da visão, dores, diminuição da sensibilidade, problemas de coordenação motora, déficit motor e, em casos muito graves, devido a dificuldade motora, pode ocorrer até insuficiência respiratória.
Segundo o especialista, “a incidência da doença vem aumentando nos últimos anos, muito em função do avanço no diagnóstico com o exame de ressonância magnética, que possibilita visualizar as lesões”. Ele lembra que outro exame importante para a identificação da esclerose múltipla é o do líquido céfalo-raquidiano, que afasta a possibilidade de dezenas de outras doenças infecciosas e inflamatórias.
“Mesmo ainda não havendo cura da doença, os tratamentos também vêm avançando, permitindo que o paciente tenha uma vida normal, com surtos menos intensos e em menor quantidade”, afirma Rabello. O tratamento da esclerose múltipla contempla dois aspectos: a própria doença e, depois, suas consequências.
Avanços no tratamento
A ciência vem apostando nas drogas imunomoduladoras e imunossupressoras para tratar a esclerose múltipla. Como o problema é que o sistema que nos defende contra as infecções passa a atacar uma substância que existe no sistema nervoso central chamada mielina, medicamentos que tentam regular esta alteração do sistema imunológico podem ser utilizados. As drogas mais potentes e com eficácia maior normalmente tem um perfil de segurança inferior.
Os objetivos com o uso de medicamentos são diminuir os surtos, evitar acúmulo de lesões e retardar a fase degenerativa, que pode ocorrer progressivamente após a fase inicial, que é basicamente inflamatória. A escolha do remédio deve ser feita pelo neurologista, analisando fatores da doença e do paciente. Quando existe o quadro de “surto”, que é como são chamados os períodos de piora da doença, normalmente são usadas doses grandes de corticosteroides. Atualmente, nos casos refratários, pode ser feito um procedimento chamado plasmaferese.
Outra melhoria significativa no que diz respeito à Esclerose Múltipla é uma mudança na abordagem clínica com o desenvolvimento do conhecimento pelos profissionais, diferenciando tratamentos para os diversos tipos da doença.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Incor realiza neste final de semana mutirão para correção de Arritmia
Estima-se que até 20% da população tenha algum tipo de arritmia cardíaca, incluindo aquelas que levam à morte súbita. Trata-se de uma doença grave na qual a qualidade de vida do paciente é comprometida, podendo chegar ao ponto de ele perder totalmente a sua autonomia.
Esse é o caso de Aurileide de Lima, uma esteticista de apenas 25 anos que, embora tenha tido sintomas recorrentes da doença desde os 17 anos, só foi diagnosticada com arritmia cardíaca após ter se sentido mal na Festa de Ano Novo em 2011. “Por eu ser jovem e ter uma vida bastante agitada, acreditava que os sintomas (palpitação, tontura, falta de ar) eram causados pelo meu ritmo de vida”, conta Aurileide. Inconsciente do seu problema, ela corria sério risco. “Eu gostava de dançar e ir à academia, mas tive que parar tudo”, lamenta.
Aurileide será submetida à correção total de sua arritmia, neste final de semana, durante o I Mutirão de Eletrofisiologia do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da FMUSP), para correção de taquicardia paroxística supraventricular (TPSV) pelo método de ablação por cateter com radiofrequência (veja ilustração abaixo).
Maria Craveiro, manicure profissional de 54 anos, também será beneficiada pela ação da equipe do Incor, que atenderá 24 pacientes, em dois dias de Mutirão. Assim como Aurileide, Maria teve diagnóstico tardio da doença (TPSV), embora sempre recorresse ao serviço médico, quando sentia o mal-estar. “Há seis anos, sempre que ia trabalhar, passava mal: me sentia sufocada, coração acelerado e muita moleza no corpo. Não conseguia andar. Então, passava no posto de saúde próximo ao trabalho para tomar remédio”, diz a paciente do Incor.
Foram necessários mais três anos de sintomas intensos até que ela fosse diagnosticada com arritmia, na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas, sendo encaminhada ao Incor para tratamento no ambulatório coordenado pelos doutores Denise Hachul e Francisco Darrieux. Hoje, apesar de ter uma vida normal, (dança, trabalha, faz tudo), ainda tem crises de arritmia, mesmo com ajuda da medicação. “Mas estou confiante no tratamento”, diz Maria.
A ablação é o método no qual é feita a cauterização dos focos da arritmia. Para isso, utiliza-se a radiofrequência (uma forma de energia semelhante à usado no bisturi elétrico), por meio de cateteres.
Como a ablação é uma terapia efetiva na cura de 90% dos casos desse tipo de arritmia (a TPSV), a tendência é que esses pacientes tenham alta do tratamento no prazo de seis meses, durante os quais passam por consultas de acompanhamento, explica o médico Maurício Scanavacca, coordenador do Mutirão e diretor da Unidade Clínica de Arritmia e Avaliação de Marca-passo.
O especialista em arritmia e eletrofisiologia chefiará a equipe de 12 médicos (eletrofisiologistas e anestesistas) que farão os procedimentos ao longo do sábado (1) e do domingo (2), na maior ação desse tipo de correção já realizada no Incor.
A arritmia consiste na alteração do ritmo normal do coração, produzindo frequências cardíacas rápidas, lentas e/ou irregulares. A taquicardia paroxística supraventricular (TPSV) é um tipo de arritmia em que o coração sofre com aumentos súbitos de frequência (acima de 100 batimentos por minuto, quando o normal vai de 60 a 100 batimentos em repouso). É classificada como supraventricular porque o foco desse tipo de arritmia está localizado na parte superior do coração (átrios) e na região entre os átrios e os ventrículos (nó atrioventricular).
O sintoma mais comum da arritmia é a palpitação, mas podem ocorrer também desmaios, tonteiras, falta de ar, mal-estar, sensação de peso no peito, fraqueza, fadiga, entre outros. Confusão mental, pressão baixa, dor no peito e desmaios são indícios de que a arritmia pode ser grave, com risco de morte súbita inclusive.
A arritmia pode ser decorrente de diversas doenças do coração, como as que acometem as coronárias (infarto e suas consequências), as do músculo cardíaco (Doença de Chagas, miocardites, cardiopatia dilatada idiopática etc.) e as específicas do sistema de condução elétrica do coração.
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