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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Fígado: Mais sobre os exames de TGP e TGO

Como digo sempre, o Blog da Lu tem caráter informativo. As postagens relacionadas à saúde e medicina são fruto de um trabalho jornalístico que ouve experientes profissionais nas referidas áreas mencionadas. O objetivo maior é compartilhar conhecimento e, principalmente, alertar para a importância de manter uma vida saudável, de consultar um médico com regularidade e de não ingerir medicamentos que exigem prescrição sem a orientação de um especialista.

Contudo, um dos posts que já lancei aqui é está entre os mais comentados/visitados, é o que fala do TGP e do TGO. São recorrentes as mensagens querendo saber mais sobre esses marcadores e, principalmente, o que representam para o organismo alterações nos resultados dos exames que os medem.

Vamos recapitular:
TGP e TGO são indicadores sensíveis de dano hepático em diferentes tipos de doenças.

Conhecida também como ALT (Alanina Aminotransferase, a Transaminase Glutâmico Pirúvica (TGP) é encontrada em altas concentrações apenas no citoplasma do fígado. Segundo as convenções médicas internacionais, são considerados valores normais: até 31U/L (mulheres) e 41 U/L (homens). Um aumento nesses seus valores seria, em tese, um indicativo de que pode haver uma lesão hepática.

Já a Transaminase Glutâmico Oxaloacética (TGO), também chamada de AST (Aspartato Aminotransferase), é encontrada em altas concentrações no citoplasma e nas mitocôndrias do fígado, músculos esquelético e cardíaco, rins, pâncreas e glóbulos vermelhos. Quando qualquer um desses tecidos é danificado, a TGO é liberada no sangue. Os valores considerados normais são: até 31 U/L (mulheres) e 37 U/L (homens).

A elevação absoluta das aminotransferases tem grande significado diagnóstico, e não prognóstico, nas hepatopatias agudas. A causa mais comum para moderadas elevações dessas enzimas é o fígado gorduroso (esteatose), que, por sua vez, pode ser decorrência de abuso de álcool, diabetes e obesidade.

Mas deve ser enfatizado que ter níveis mais altos que o normal dessas enzimas não indica, necessariamente, que há uma doença estabelecida. Médicos hepatologistas são os mais indicados para analisar e interpretar corretamente eventuais níveis elevados de TGO e TGP.


Há dois outros exames que ajudam a identificar possíveis lesões nas células do fígado. O teste GamaGT busca lesões nos ductos biliares, já que GGT é uma enzima marcadora de colestase, isto é, quando há acúmulo de bile no sistema hepático. Esse acúmulo pode ser decorrente de uma obstrução das vias biliares devido à presença de cálculos; ou mesmo em uma hepatite, quando a função do figado fica prejudicada. Outro exame importante é o que mede a dosagem das bilirrubinas, já que avalia ao mesmo tempo lesão hepatocelular, fluxo biliar e função de síntese do fígado.

domingo, 2 de agosto de 2009

Domingo de sono...

Peço desculpas por vir atualizar o blog tão tarde hoje mas, foi inevitável: eu acabei pegando no sono agora à tarde depois de mais um dia difícil e de duas noites sem dormir. A última, de ontem prá hoje, sem dormir nada mesmo. Porque Lucca vomitou muito. Nessa madrugada, por exemplo, em intervalos não maiores do que uma hora. E, entre esses episódios nada confortáveis prá ele, ainda houve vários pedidos de "mamãe... xixi".

Resultado, nós dois estamos fisicamente muito cansados. Ele, nem se fala. O cansaço pelas noites mal dormidas, pelo desgaste físico, pelas febres que não o largam, pela dor nas costas que acaba tendo de ter ficado a maior parte do tempo deitado. Principalmente, cansado de ficar aqui no hospital, de fazer tudo que todos lhe pedimos e de não ver melhora -- como ele tem repetido.

Eu, por minha vez, bem esgotada. De corpo. De alma. De ver as coisas não melhorarem efetivamente. De ter de assistir quase que de braços atados esse quadro do meu filho.

Ok, sou forte (aprendi a ser, sei lá...), tenho fé, acredito que tudo vai dar certo (E vai!!!!), sempre procuro ver o lado cheio do copo. Mas, confesso sem vergonha: não está sendo muito fácil prá mim...

Choro, choro mesmo. Às vezes, me desespero até. Quando 'o bicho pega' mesmo, invento um banho e choro lá, baixinho, debaixo d'água. Pra voltar pro lado do Lucca renovada e, assim, poder dar-lhe o conforto e a segurança que ele mais do que merece.

O quadro dele é grave, impossível negar. Os médicos também não negam. É visível. Mas há bons indícios, sopros de esperança que faço questão de torná-los furacões. Os exames mostram que a hepatite viral está regredindo (TGO e TGP continuam caindo e começam a chegar a níveis aceitáveis, mesmo ainda acima dos valores de normalidade). A função do fígado também está preservada, como mostram exames como os chamados Fator V e Fator VII. E isso é motivo de grande alívio, já que o principal risco seria Lucca ter uma falência hepática -- isto é, a perda do fígado.

O quadro permanece agravado, contudo, principalmente pelo avanço da GVHD (doença do enxerto contra hospedeiro, na sigla em inglês) no fígado -- que parece ter sido deflagrada no organismo dele depois da agressiva ação do adenovírus e da consequente ocorrência da hepatite. E, ao que tudo indica, ele também deve estar com GVHD no intestino, o que explicaria os contínuos vômitos com sangue que ele vem fazendo. Quer dizer: que vinha.

Sim, Lucca passou a noite toda vomitando mas, graças a Deus, o último episódio desses foi por volta de 8h da manhã. Depois disso e até agora, não voltou a vomitar.... Ufa...

O tratamento para matar o adenovírus e também um novo pra cessar o avanço do GVHD estão em curso, esse últmo há menos de 24 horas. É cedo, portanto, para conclusões.

É tempo, contudo, de renovar as esperanças e acreditar que em uma semana teremos um novo cenário, muito melhorado, muito mais estável, muito mais tranquilo -- principalmente pro próprio Lucca, que só quer poder brincar livre de novo......

Ser eu não me apegar a isso, acabo pirando.....
Quero só pensar positivo!

Tudo vai dar certo. Tem que dar. Já está dando, né?!?!?!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Coração apertado....Tarde difícil.....

Depois de trabalhar ontem e hoje pela manhã, voltei pro hospital por volta das 13h desta sexta-feira. E digo de coração: tive um dos choques mais expressivos dos últimos tempos.... Me deparei com o Lucca deitado, um pouco trêmulo, com os olhos fundos e amarelados, com a pele muuuuuuuito amarela. Um aspecto físico, enfim, todo muito enfraquecido, debilitado.

Os lábios dele também estão bastante machucados, mais do que estavam. Muito ressecados, se abrem em fissuras que começam a sangrar ao menor movimento que ele faça com a boca. Sobram disso feridas escuras, algo nada muito bonito de se ver....

Não estou aqui fazendo essas descrições em detalhes na intenção de chocar ou de nos vitimizar. O objetivo maior é dividir um pouco dessas experiências que nos vemos obrigados a viver depois do transplante de medula óssea.

Sim, porque, no fundo, tudo que está acontecendo, de certa forma, está intimamente ligada ao TMO -- Lucca está muito mais suscetível à ocorrência de infecções porque a imunidade dele ainda não está plenamente restabelecida, ainda está suprimida.

E, o mais complexo: hoje Lucca vivencia uma situação que é uma bola de neve! Como comentei antes, os últimos exames confirmaram que a hepatite viral dele foi causada pelo Adenovírus. Mas ele também está com um pouco de GVHD (Doença do Enxerto Contra Hospedeiro, na sigla em inglês) no fígado.

GVHD em geral se trata com corticóides mas esses medicamentos mexeram um poucona pressão sanguínea do Lucca, elevando-a. Assim, a Dra Gilda Porta, hepatologista infantil que está apoiando a equipe do Dr Nelson no tratamento do fígado do Lucca, prescreve a introdução de um novo diurético (Aldactone) que atuará influenciando num maior controle sobre a pressão, e também o Daclizumabe --- esse que, por sua vez, deixará Lucca ainda mais imunossuprimido e, portanto, ainda mais suscetível a infecções, apesar do cidofovir e dos outros antibióticos que ele continua tomando.

Típica situação para aquela frase popular que diz: "Se correr, o bicho pega. Se ficar, o bicho come!....". Mas ok, vamos em frente. Não tenho dúvida de que a equipe médica está cuidando com toda atenção desse quadro do Lucca que, sem sombra de dúvida, atualmente, está bastante agravado. Seu estado é de grande atenção.

O que conforta a todos é seus momentos de super boa disposição, a capacidade preservada para realizar eventuais atividades, a despeito de tantos desconfortos, tantos sustos...

Mas há algo que corrói por dentro, especialmente a mim: quando ele chora, copiosamente... repete que não entende porque tudo isso está lhe acontecendo. Diz que gostaria de poder ver Deus para lhe fazer uma única pergunta: "Por que existem as doenças? Seria tão mais legal se não existisse doença no mundo, mamãe...".

E, se pudese fazer mais de uma, ele questionaria também: "Por que as pessoas ficam doentes? Por que eu tenho que continuar aqui ainda por tanto tempo? Por que as coisas estão assim difíceis, demoradas para se resolver...?". "Porque, mamãe", acrescentou ele, "eu não vejo a hora da gente voltar prá nossa casa. De eu poder ficar lá sem catéter, sem nada. De chegar o momento em que nem mais pro ambulatório aqui do hospital eu precise voltar...".

Às vezes, em momentos que ele se sente mais frágil, mais emocionalmente abalado, ele questiona por que teve de fazer o transplante. Chora, reage com angústia, com uma certa revolta até. Deixo-o falar, desabafar, colocar prá fora qualquer angústia que ele sinta (por favor: isso pe mais do que compreensível. Como dio sempre, acho que ele reage bem demais, muito melhor do que muito adulto barbado, a tudo que está lhe acontecendo).

Nessas horas, só faço abraçá-lo forte, firme, como se eu pudesse tomar prá mim qualquer coisa que o aflija.... muitas vezes, não consigo segurar e choro junto com ele.... Depois, quando ele está mais calmo, sugiro que conversemos um pouquinho sobre tudo que está acontecendo -- e que ele entende bem demais prá idade que tem!

Hoje, por exemplo, repeti a ele que daria minha vida se possível fosse prá que ele pudesse restabelecer sua vida normal, antes da adreno, antes do TMO, antes de todas estas infecções que o debilitam tanto.... Digo também que sei que é tudo muito difícil, dolorido, chato, mas que é por uma causa mais do que nobre. Que devemos sempre pensar que, graças a deus, tínhamos o transplante pra fazer. Imagina se não tivessemos?..... Não! Me recuso sequer a imaginar!

Como sempre, ele fechou a conversa com chave de ouro, com uma jogada de mestre, de vencedor mesmo: "é, mamãe, eu sei que é legal poder fazer o TMO pra eu não ter adreno de verdade. Assim, tá, eu tinha adreno, entende? Mas o TMO já resolveu isso, tenho certeza! Eu fico perguntando porque tinha que ser assim, dificil, doendo meu corpo.... Eu não sei porque mas algum motivo deve ter. Como você me fala sempre, mamãe, o que não posso é desistir de tudo agora, né?".........

É!

Que dizer além disso, me digam?!?!.....

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Nova REMA mostra que não houve agravamento no fígado do Lucca

Ontem à tarde, Lucca passou por um novo exame de ressonância magnética (REMA) de abdêmen para que pudesse ser avaliado o estado de seu fígado. Felizmente o resultado liberado no final do dia mostrou que não há nenhum sinal de piora. Segundo a Dra Juliana Folloni, não ocorreram formações de abcessos, o que poderia exigir eventualmente uma intervenção cirúrgica. Excelente notícia!

Os exames de sangue trouxeram resultados ainda menores para as enzimas de TGO e TGP. Contudo, chamam a atenção para um aumento que ainda persiste nas taxas das enzimas canaliculares (GamaGT, Fosfatase Alcalina e Bilirrubina Total), que também agem no fígado.

A equipe do Dr Nelson voltou a conversar com a Dra Gilda Porta sobre isso e, na avaliação dela, isso seria sinal de GVHD no fígado. Assim, os especialista introduziram o medicamento
Zenapax® (daclizumabe), que pertence ao grupo dos medicamentos imunossupressores, ou seja, tem a função de ajudar a suprimir a resposta natural de rejeição de um organismo a qualquer órgão transplantado.

Daclizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado. Os anticorpos monoclonais são proteínas que reconhecem e se ligam a outras proteínas únicas do organismo, denominadas antígenos. Daclizumabe liga-se a um antígeno encontrado na superfície de linfócitos específicos, enominados linfócitos T. Esta atividade suprime a resposta imunológica natural do organismo que, de outra forma, poderia causar a rejeição do enxerto.

A Dra Juliana voltou também com o medicamento CANCIDAS® (acetato de caspofungina), um antifúngico indicado principalmente para o tratamento da aspergilose invasiva. Essa é uma medida de proteção ao organismo do Lucca contra a ocorrência dessa e de outras infecções fúngicas, nesse momento em que seu sistema imunológico, de defesa, estará mais debilitado e suprimido.


Em geral, o estado de saúde e a disposição física e emocional do Lucca melhoraram significativamente hoje. Ele deixou de referir dor na barriga ou na coluna. Também não mais mais sinais de hematúria (sangramento) na urina, nem nas fezes. Passou o dia todo bastante ativo, mas animado, e todo feliz e entretido com atividades de artes que ele desenvolveu agora à tarde com a brinquedista da Pediatria.

Só quis parar com suas criações artísticas quando começou a sessão da tarde, na TV Globo, porque ficou super ansioso para assistir o filme Velocidade Máxima -- que, uma vez, ele havia pego já na metade, numa das visitaa de rotina no ambulatório do HIAE. Naquele dia, assistimos o filme juntos e, mesmo estando em inglês,, legendado, ele não tirava os olhos da tela. Adoramos!

Mas hoje, o que adorei mesmo foi ver um baita sorrisão leve estampado em sua carinha. Vocês não imaginam como isso me revigora, me alivia a angústia de ve-lo sofrendo, me redobra as esperanças e a fé.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Leucos do Lucca voltam a subir

Mas inflamação no fígado ainda progride, segundo os exames que medem as enzimas hepáticas

Saiu agora o resultado do hemograma colhido hoje cedinho e, graças a Deus, veio com boas notícias: os leucócitos do Lucca subiram para 3.100/mm3. Há mais de uma semana que esses que são os glóbulos brancos, de defesa dele, não respondiam mesmo ao estímulo do Granulokine (medicamento que incentiva a produção de neutrófilos principalmente).

As plaquetas ainda não estão estáveis. Lucca vem recebendo transfusões diariamente para que o total se mantenha acima de 50.000/mm3 (ontem à tarde, logo depois de ter recebido a bolsa, registrou um total de 93.000/mm3 mas, segundo a amostra colhida de manhã, as plaquestas estão em 58.000/mm3).

Os demais exames de sangue que medem os eletrólitos (magnésio, potássio, sódio, cálcio etc.) estão dentro do intervalo de normalidade, bem como os testes de uréia e creatinina que estão associadas à função dos rins.

O que continua me preocupando são os resultados das enzimas hepáticas (TGP, TGO, Fosfase Alcalina e principalmente GamaGT -- esse último, por exemplo, não trouxe resultado numérico hoje e sim a indicação: "fora dos limites de normalidade").

Embora o exame de PCR tenha baixado de 128 para 83,4 mg/L, os números altíssimos para as enzimas descritas anteriormente são indícios fortes de uma piora no quadro de hepatite do Lucca (meu Deus.... hepatite?!?!?!..... uma outra área, além de TMO, com a qual trabalhei bastante na época da Bristol.... as informações que pude acumular sobre a doença, seus efeitos e riscos.... a chance que tive de conhecer os melhores médicos hepatologistas.... caramba.... mais um susto..... Ok, vamos em frente!).

domingo, 19 de julho de 2009

Entendendo o que é Ascite

Ascite é o termo clínico utilizado para definir o acúmulo de líquido livre na cavidade abdominal, popularmente conhecida como "barriga d’água". Pacientes que emagrecem muito em função de alguma patologia e/ou tratamento mas mantém uma barriga enorme, toda distendida, têm grande probabilidade de estarem com ascite. Esse é o caso do Lucca...

Duas são as causas principais para desencadear esse quadro:

  • o não funcionamento adequado do fígado (o que prejudica a síntese de albumina -- uma proteína muito importante para o organismo e que circula pelo sangue);
  • a hipertensão venosa portal (a veia porta é a que leva para o fígado todo sangue que passou pelo sistema digestivo, transportando as matérias-primas sobre as quais o fígado atua. Essa veia pode apresentar pressão alta localizada, o que impede a chegada dos nutrientes ao fígado).
Os especialistas explicam que esses dois fatores rompem o equilíbrio do organismo, fazendo com que saia da cavidade abdominal menos líquido do que entra.


Função da albumina
A albumina é a proteína do fígado que faz com que o sangue mantenha suas características normais. Ela age ‘sugando’ o líquido livre para a circulação (pressão osmótica). Sem albumina, o líquido livre extravasa para os tecidos, e a circulação sangüínea, com menos volume, faz com que os rins retenham cada vez mais água, acarretando um círculo vicioso. Dependendo do caso, pode ser necessária uma reposição de albumina para evitar o agravamento ainda maior do quadro geral de saúde.

sábado, 18 de julho de 2009

Enzimas do fígado se alteram ainda mais e Lucca volta a perder sangue na urina e agora também nas fezes

Hoje no final da manhã, quando a Dra Juliana Folloni passou aqui para a visita diária ao Lucca, ela comentou sobre os resultados preliminares da biópsia de fígado que ele fez ontem: há, de fato 4 ou 5 lesões, não muito grandes, mas que são focos claros de infecção. Ainda não se pode dizer, contudo, qual a causa disso.

Os exames de sangue que medem as enzimas do fígado (leiam também Para que servem os exames de TGP, TGO, Gama-GT e Bilirrubina Total?) corroboram para essa conclusão.
Com excessão da bilirrubina, os demais resultados estão todos bem acima do intervalo de normalidade, como pode ser visto na tabela abaixo:

Embora o exame inicial de observação direta no material biopsiado não tenha identificado fungos, a médica ainda não descartou a hipótese de que esta seja sim uma infecção de origem fúngica. Só poderão ter uma resposta mais conclusiva após a liberação final do laudo.

De qualquer forma, a equipe já alterou a prescrição de medicamentos com a inclusão de dois anti-fúngicos -- Ambisome e Cancidas --, além dos três outros antibióticos que Lucca está tomando: Maxcef, Targocig e Meronen.




Infecções virais
De qualquer forma, já é sabido que dois vírus ainda não foram negativados no organismo do Lucca. estiu fakando do Adenovírus nas fezes e do BK-vírus na urina. Eles podem ser justamente os responsáveis por mais uma alteração importante no quadro geral do meu filho: ele voltou a perder sangue ao fazer xixi e também no cocô. De fato a hematúria é bastante significativa e pode ser vista a olhos nus.

Nos próximos dias, a Dra Juliana pretende discutir o assunto com Dr Nelson para definirem se vão voltar a tratar esses vírus com o Cidofovir e o Probenecide..

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ufa... Leucos sobem para 4100 e enzimas do fígado baixam mais

Subiram as contagens sanguíneas e se estabilizaram mais os níveis de eletrólitos no organismo do Lucca, de acordo com o hemograma de hoje. As plaquetas aumentaram para 56.000/mm3 e os leucócitos para 4.100/mm3 (ontem ele recebeu uma transfusão de plaquetas e uma nova dose de Granulokine® -- leia Leucócitos do Lucca caem para 1400/mm3 hoje).

Com esse aumento expressivo, em especial no total de neutrófilos (que estão hoje em 3403/mm3), ganhamos novos motivos para comemorar e, principalmente, para afastar mais a hipótese de falha secundária da pega medular!

Outra boa notícia é que os marcadores do fígado também melhoraram: os níveis de TGO (39 U/L) e Bilirrubina (0,8 mg/dl) baixaram e estão absolutamente dentro da faixa de normalidade, o que são ótimos sinais. TGP (75 U/L) e Gama-GT (404 U/L) também cairam em relação a ontem mas permanecem acima do limite esperado.

Dr. Nelson acabou de passar aqui pelo quarto e nos disse que, com base em todos esses exames e no quadro geral de saúde do Lucca (que permanece bom! graças a Deus!), a hipótese mais provável da febre que ele teve na última segunda-feira seria mesmo uma hepatotoxicidade causada por um dos remédios que ele estava tomando, o VFEND®, que tem forte efeito sobre a função do fígado relacionado entre as reações adversas descritas em estudos e em bula.

Lucca saiu da última alta, no dia 30/4, tomando esse antifúngico, porque era o mais indicado para controlar o quadro de infecção anteriormente apresentado. Contudo, logo que chegamos no ambulatório em 04/5, depois de Lucca ter apresentado febre de 38,2oC e de o hemograma dele ter trazido alteração nas enzimas do fígado, a Dra Juliana suspendeu imediatamente o uso do VFEND®, de forma preventiva, mesmo sem ter ainda qualquer confirmação da ação de seu efeito colateral -- que é esperado, já que cada paciente reage de uma forma a diferentes medicamentos.


Saiba mais...
O VFEND® (voriconazol) é um medicamento antifúngico que se destina ao tratamento de infecções fúngicas que estão em fase de agravamento e que são passíveis de causar a morte. É indicado para adultos e crianças com idade superior a 2 anos que apresentem:

  • aspergilose invasiva (um tipo de infecção fúngica provocada por Aspergillus sp);
  • candidemia (um outro tipo de infecção fúngica provocada por Candida sp) em pacientes não-neutropênicos (que estão com uma contagem normal de glóbulos brancos);
  • infecções invasivas graves provocadas por Candida sp, quando o fungo é resistente ao fluconazol (outro medicamento antifúngico);
  • infecções fúngicas graves provocadas por Scedosporium sp ou por Fusarium sp (duas outras espécies de fungos).
A substância voriconazol pertence ao grupo dos triazóis, que atuam impedindo a formação de ergosterol (uma parte importante das membranas das células dos fungos). Sem a presença de ergosterol, o fungo morre ou é impedido de se propagar no organismo do paciente.



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ATENÇÃO: Cuide de sua saúde com responsabilidade! Não faça uso de remédios tarjados, que exigem prescrição médica, sem antes consultar um especialista!
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