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terça-feira, 17 de julho de 2012

Meningite: o que é e como prevenir

Meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. As formas mais severas da doença são causadas por bactérias. Além de causar danos permanentes ao sistema nervoso central, as meningites bacterianas têm alto índice de contaminação e de mortalidade.

“Os sintomas iniciais são os mesmo para todos os tipos de meningite e o sucesso do tratamento depende muito do diagnóstico precoce. Na dúvida, busque auxílio médico imediato”, alerta o infectologista Artur Timerman -- que fará uma palestra gratuita sobre o tema amanhã (18/7), às 15h, no Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, em São Paulo/SP.

No Brasil, os profissionais de saúde devem informar o Centro de Vigilância Epidemiológica Estadual toda vez que há diagnóstico ou até mesmo suspeita de meningite. Os dados são importantes para evitar a disseminação da doença na comunidade. Apesar de acometer pessoas de qualquer idade, a meningite é mais comum durante a primeira infância. Por este motivo, crianças de até dois anos devem ser vacinadas contra as formas mais severas dadoença.

Serviço
A apresentação sobre meningite que será conduzida pelo Prof. Dr. Artur Timerman faz parte do ciclo de palestras do Programa Bem Viver do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos. Ela será transmitida ao vivo via internet pelo link www.pcomunic.com.br/bemviver.html e também pela página da instituição no Facebook. Os internautas poderão encaminhar suas dúvidas ao palestrante via online. Além da palestra, o hospital disponibiliza vídeos sobre o tema em seucanal no YouTube.

Palestra gratuita "Meningite"
Dia 18 de julho, às 15h
No Centro de Convenções do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos
Rua Borges Lagoa, 1.450 - Vila Clementino, São Paulo/SP
Mais informações e inscrições: (11) 5080-4127 e (11) 5080-4351
Site: www.hpev.com.br
Facebook: www.facebook.com/ComplexoHospitalarEV
Twitter: www.twitter.com/Hospital_EV
YouTube: www.youtube.com/HospitalEV


Sobre o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos
Localizado ao lado do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, o Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos atua em mais de 50 especialidades e conta com cerca de 780 médicos. Realiza aproximadamente 12 mil procedimentos cirúrgicos, 13 mil internações, 205 mil consultas ambulatoriais, 140 mil atendimentos de Pronto-Socorro e 1,3 milhão de exames. Dentre os selos e certificações obtidos pela instituição, destaca-se a Acreditação Hospitalar Nível 3 - Excelência em Gestão, concedida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e o Prêmio 100 Melhores Empresas para Trabalhar Brasil 2011.

quinta-feira, 15 de março de 2012

O que é labirintite?

Labirintite é um termo impróprio, mas comumente usado, para designar uma afecção que pode comprometer tanto o equilíbrio quanto a audição, porque afeta o labirinto, estrutura do ouvido interno constituída pela cóclea (responsável pela audição) e pelo vestíbulo (responsável pelo equilíbrio).
Processos inflamatórios, infecciosos e tumorais, doenças neurológicas, compressões mecânicas e alterações genéticas podem provocar crises de labirintopatias e vestibulopatias, entre elas a labirintite.

A labirintite se manifesta, em geral, depois dos 40, 50 anos, decorrente de alterações metabólicas e vestibulares. Níveis aumentados de colesterol, triglicérides e ácido úrico podem acarretar alterações dentro das artérias, que reduzem a quantidade de sangue circulando nas áreas do cérebro e do labirinto.

São considerados fatores de risco para a labirintite: hipoglicemia, diabetes, hipertensão, otites, uso de álcool, fumo, café e de certos medicamentos, entre eles, alguns antibióticos, anti-inflamatórios, estresse e ansiedade.

Sintomas
Tonturas e vertigens associadas ou não a náuseas, vômitos, sudorese, alterações gastrintestinais, perda de audição, desequilíbrio, zumbidos, audição diminuída são os sintomas característicos da labirintite. Na vertigem rotatória clássica, a sensação é que o ambiente gira ao redor do corpo, ou que este roda em relação ao ambiente. Na tontura, a sensação é de desequilíbrio, instabilidade, de pisar no vazio, de queda. A fase aguda da doença pode durar de minutos ou horas a dias conforme a intensidade da crise.

Diagnóstico
Avaliação clínica e o exame otoneurológico completo são muito importantes para estabelecer o diagnóstico da labirintite, especialmente o diagnóstico diferencial, haja vista que as seguintes enfermidades podem provocar sintomas bastante parecidos: hipoglicemia, diabetes, hipertensão, reumatismo, doença de Mèniére, esclerose múltipla, tumores no nervo auditivo, no cerebelo e em áreas do tronco cerebral, drogas ototóxicas, doenças imunológicas e a cinetose, também chamada de doença do movimento que não tem ligação com as doenças vestibulares ou do labirinto.
A tomografia computadorizada e a ressonância magnética, assim como os testes labirínticos, podem ser úteis para fins diagnósticos.

Tratamento
São vários os tipos de medicamentos que podem ser indicados no tratamento da labirintite:
* Vasodilatadores: facilitam a circulação sanguínea e melhoram o calibre dos vasos muitas vezes reduzido pelas placas de ateromas;
* Labirinto-supressores: suprimem a tontura pela ação no sistema nervoso;
* Anticonvulsivantes e antidepressivos (inibidores seletivos de recaptação da serotonina);
* Drogas que atuam sobre outros sintomas, suprimindo a náusea, o vômito, o mal-estar.
Uma vez estabelecida a causa e estabelecido o tratamento adequado, a tendência é a doença desaparecer.

Recomendações
Mudanças no estilo de vida são fundamentais para prevenir as crises de labirintite. Eis algumas sugestões:
* Evite ingerir álcool. Se beber, faça-o com muita moderação;
* Não fume;
* Controle os níveis de colesterol, triglicérides e a glicemia;
* Opte por uma dieta saudável que ajude a manter o peso adequado e equilibrado;
* Não deixe grandes intervalos entre uma refeição e outra;
* Pratique atividade física;
* Ingira bastante líquido;
* Recuse as bebidas gaseificadas que contêm quinino;
* Procure administrar, da melhor forma possível, as crises de ansiedade e o estresse;
* Importante: não dirija durante as crises ou sob o efeito de remédios para tratamento da labirintite.

Fonte: Dr Drauzio Varella

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mitos prejudicam o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer de mama

Desinformação e receio dos pacientes contribui para piorar a situação da doença no país
O câncer de mama é, atualmente, uma das doenças que mais matam em todo o mundo, sendo no Brasil a primeira causa de morte por tumores em mulheres. Porém, outro fator ajuda a piorar um pouco mais esse quadro: a desinformação das pacientes em relação à doença.

Dúvidas como "Eliminar o leite da dieta ajuda a curar uma neoplasia maligna de mama?", “Usar sutiã apertado dá câncer”, "O uso de desodorantes pode provocar câncer?" e "O consumo elevado de vitamina D pode aumentar o risco da doença?" são exemplos de questionamentos comuns entre as pacientes.

De acordo com Dr. Amândio Soares, diretor da Oncomed Belo Horizonte, muitas das informações que circulam na sociedade não estão fundamentadas em estudos científicos, por isso não correspondem à realidade. Segundo o oncologista, “ainda há muito o que ser pesquisado e estudado, por isso, conversar com um médico é sempre o melhor caminho para esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto”, recomenda.

Veja abaixo o que é verdade e o que é mito quando o assunto é câncer de mama:

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Depressão: fatos e números

  • No Brasil, a prevalência da depressão ao longo da vida é de 15%
  • Quem sofre de depressão perde cerca de 35 dias de trabalho por ano
  • Estima-se que a depressão atinja duas vezes mais mulheres do que homens

A depressão torna-se cada vez mais prevalente e, mesmo assim, continua cercada de mitos e preconceitos. Falar abertamente sobre o transtorno depressivo e divulgar informações corretas e esclarecedoras são dois pontos de partida para que a doença seja cada vez mais reconhecida, diagnosticada e tratada corretamente. A seguir, o psiquiatra Primo Paganini, gerente médico de Sistema Nervoso Central da Pfizer, elucida e comenta fatos e números relacionados à depressão.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão atinge cerca de 121 milhões de pessoas no mundo[1]. As taxas de prevalência ao longo da vida variam de aproximadamente 3% no Japão a 16,9% nos Estados Unidos[2].

“No Brasil, a prevalência da depressão ao longo da vida é de 15%. Há ainda estudos que apontam prevalência da enfermidade de até 20% na população mundial”, conta Paganini. Já as diferenças da população atingida de um país para outro podem ser atribuídas a questões culturais. “No Japão, por exemplo, as pessoas são mais reservadas e acabam guardando para si algumas mudanças de comportamento que representam sintomas depressivos, como pouca energia e falta de prazer em atividades antes agradáveis, por exemplo. Assim, a doença pode existir, mas não é notada e nem diagnosticada. Essa pode ser uma explicação para índices tão baixos de prevalência da depressão naquele país, quando comparados aos de outras localidades”, pondera o psiquiatra.

Gênero
Estima-se que a depressão atinja duas vezes mais mulheres do que homens ao longo da vida[3]. “Antes da puberdade e depois da menopausa, o índice de depressão é muito semelhante entre homens e mulheres”, aponta Paganini. “A maior propensão de o sexo feminino desenvolver a doença deve-se, entre outros fatores, à oscilação dos ciclos de estrogênio – conhecido como hormônio feminino*. Essa variação hormonal diminui a comunicação entre os neurônios (sinapses), peças-chave na química da depressão, aumentando os sintomas depressivos. As principais fases de alterações hormonais nas mulheres são: menarca (primeira menstruação), gravidez, pós-parto e pré-menopausa. Assim, as mulheres têm grande fragilidade para o desenvolvimento de transtornos mentais, especialmente a depressão”, complementa.

Tratamento
Antidepressivos e psicoterapia são eficazes para cerca de 60% a 80% dos pacientes[1]. “Atualmente sabe-se que a depressão é multifatorial, estando relacionada a diferentes questões, como genética ou estilo de vida, entre outras. Por isso, o tratamento também deve seguir esse conceito”, explica. “A psicoterapia de qualidade associada ao antidepressivo adequado para cada paciente é uma fórmula que costuma dar resultados bastante positivos. Não se pode falar em cura da depressão, mas em seu controle. Isso significa a busca da remissão – ou seja, a inexistência de sintomas”, esclarece Paganini.

Da mesma forma que o entendimento sobre a depressão evoluiu, o mesmo aconteceu com o tratamento: os antidepressivos de 1ª geração, conhecidos como tricíclicos, apresentavam alta eficácia, mas também efeitos colaterais significativos que diminuíam a adesão dos pacientes ao tratamento. Já os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS – 2ª geração), causavam menos eventos adversos, mas eram menos eficazes que os medicamentos da geração anterior.

Atualmente, os antidepressivos modernos conseguem aliar as principais características dos tratamentos anteriores: atuam de maneira eficaz e causam menos eventos adversos. Eles são conhecidos como 3ª geração de antidepressivos ou duais, pois agem como inibidores de receptação de dois neurotransmissores (serotonina e noradrenalina), diretamente relacionados ao mecanismo da depressão. Um exemplo é Pristiq (desvenlafaxina), que facilita a adesão ao tratamento por apresentar eventos adversos mais brandos, com pouca interferência no peso e na libido, baixa interação medicamentosa, inclusive com anticoncepcionais.

Impacto
Estima-se que em 2020 a depressão seria a segunda principal causa de incapacidade no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares[1]. Segundo a OMS, 31,7% de todos os anos vividos com incapacidade são atribuídos a condições neuropsiquiátricas, sendo que a depressão é a principal delas: responsável por 11,8% desse total [4].

“As doenças neuropsiquiátricas já são hoje a primeira causa de incapacidade no mundo ao longo da vida, e a depressão representa quase 50% dessas enfermidades que fazem pessoas faltarem no trabalho, se aposentarem mais cedo ou mesmo contribuem para o chamado presenteísmo – quando apesar de comparecer ao trabalho, o profissional não consegue produzir”, alerta Paganini. “Para se ter uma ideia, enquanto um paciente com diabetes falta 6 dias ao ano no trabalho devido à doença; uma pessoa com problemas cardiovasculares se ausenta 8 dias e quem sofre com asma falta 10 dias. Já quem sofre de depressão apresenta um prejuízo muito maior, perdendo cerca de 35 dias de trabalho por ano”, compara.




Referências

1.    Organização Mundial da Saúde, disponível emhttp://www.who.int/mental_health/management/depression/definition/en/

2.    Federação Mundial para Saúde Mental, disponível emhttp://www.wfmh.org/2010DOCS/DEPRESSION%20PORTUGUESE%202010.pdf pág.06

3.    O Impacto da depressão, Dra. Márcia Britto de Macedo Soares, no site da ABRATA (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos, disponível em http://www.abrata.org.br/site/artigos/artigos.asp?vLink=artigos&artigoId=32

4.    “No Health Without Mental Health”, Lancet 2007; 370: 859–77 (Martin Prince, Vikram Patel, Shekhar Saxena, Mario Maj, Joanna Maselko, Michael R Phillips, Atif Rahman), parte da série de 06 publicações sobre Saúde Mental

*O estrogênio tem influência em praticamente todas as características típicas da mulher: crescimento das mamas, alargamento dos quadris, desenvolvimento da vagina e do útero, entre outras. A produção deste hormônio começa na adolescência, quando essas mudanças afloram, transformando a menina em mulher. Suas taxas diminuem com a aproximação da menopausa.

Fonte: Pfizer

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Xarelto® (rivaroxabana) tem eficácia comprovada na redução do risco de mortalidade cardiovascular, infarto do miocárdio e AVC em pacientes com síndrome coronariana aguda

A Bayer HealthCare Pharmaceuticals anunciou hoje que o uso de Xarelto® (rivaroxabana) oral duas vezes ao dia associado com a terapia padrão antiplaquetária reduziu significativamente o risco de mortalidade cardiovascular, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral em pacientes com síndrome coronariana aguda (SCA) em comparação com aqueles que receberam somente a terapia antiplaquetária padrão.

Além disso, a rivaroxabana 2,5 mg combinada com a terapia antiplaquetária padrão reduziu de forma importante a mortalidade em relação à terapia padrão sozinha. Os resultados da Fase III do estudo ATLAS ACS 2-TIMI 51 foram apresentados durante o congresso da American Heart Association (AHA) e publicados pelo New England Journal of Medicine na primeira quinzena de novembro.

A síndrome coronariana aguda ocorre quando um coágulo de sangue bloqueia uma artéria coronária, o que pode levar a ataques cardíacos ou dores no peito conhecidas como angina instável.

"O benefício clínico da prescrição da rivaroxabana em combinação com a terapia antiplaquetária padrão visto no ATLAS ACS 2-TIMI 51 é bem-vindo e pode levar a uma melhoria significativa no tratamento de pacientes com síndrome coronariana aguda", disse Eugene Braunwald, clínico geral, professor premiado de Medicina na Harvard Medical School e presidente fundador do Grupo de Estudo sobre a Trombólise no Infarto do Miocárdio (TIMI, em inglês), no Brigham and Women’s Hospital.

"Por mais de uma década, pacientes com SCA foram efetivamente tratados com uma dose baixa de aspirina administrada em combinação com tienopiridina para ajudar a reduzir o risco de um evento cardiovascular recorrente. Este estudo mostrou que, ao adicionar rivaroxabana, inibidor do fator Xa por via oral à terapia padrão antiplaquetária, este risco é bastante reduzido, resultando em uma diminuição significativa na mortalidade", disse Michael Gibson, clínico geral, pesquisador sênior do Grupo de Estudo TIMI, da Harvard Medical School, e principal pesquisador dos estudos ATLAS ACS sobre a rivaroxabana.

Os resultados do estudo ATLAS ACS 2-TIMI 51 mostraram que a rivaroxabana, 2,5 mg e 5 mg,  administradas duas vezes ao dia, conjuntamente à terapia padrão antiplaquetária  - de baixa dose de aspirina com ou sem tienopiridina, como o clopidogrel - foi superior à terapia padrão isolada em ambos os braços do estudo no objetivo final primário de eficácia na prevenção de grandes eventos cardiovasculares recorrentes (morte cardiovascular, infarto do miocárdio e AVC) em pacientes com síndrome coronariana aguda. A adição da rivaroxabana também reduziu significativamente a trombose de stent comparada com a terapia antiplaquetária padrão.

Considerando os objetivos primários, pacientes tratados com rivaroxabana 2,5 mg duas vezes ao dia mostraram uma queda importante do risco , motivada por uma redução do risco relativo de 34% na taxa de mortalidade cardiovascular.

Houve também uma diminuição nas mortes por qualquer causa. A dose de rivaroxabana 5 mg duas vezes ao dia também atingiu o objetivo primário de eficácia. 

A Food and Drug Administration (FDA), dos EUA, concedeu à rivaroxabana a designação "fast track" (registro rápido) para esta indicação, dada a gravidade da síndrome coronariana aguda como uma condição médica e o benefício clínico potencial da substância.

"Estes resultados importantes demonstram que a rivaroxabana pode ajudar pacientes com síndrome coronariana aguda", disse Kemal Malik, membro do Comitê Executivo e Diretor Médico da Bayer HealthCare. "A síndrome coronariana aguda é uma doença crônica e letal, e acreditamos que, com base nestes dados, a rivaroxabana poderia melhorar bastante o padrão atual de tratamento", completa Malik.

O objetivo é apresentar um pedido de autorização de comercialização do medicamento para essa indicação até o final deste ano.


Sobre a Síndrome Coronariana Aguda
A Síndrome Coronariana Aguda (SCA) é uma complicação da doença cardíaca coronária, que é a principal causa de morte nos EUA e uma das doenças não transmissíveis mais prevalentes no mundo. A SCA ocorre quando um coágulo de sangue bloqueia uma artéria coronária, reduzindo o suprimento de sangue para o coração. Esta interrupção do fluxo sanguíneo pode diretamente causar um ataque cardíaco ou causar dor intensa no peito (angina instável), indicando que um ataque cardíaco pode ocorrer em breve.


Sobre o ATLAS ACS 2-TIMI 51
O estudo ATLAS ACS 2-TIMI 51 (terapia inibidora do fator Xa para reduzir eventos cardiovasculares, somada à Aspirina com/sem terapia de tienopiridina em pacientes com síndrome coronariana aguda) foi projetado para testar a eficácia da rivaroxabana na prevenção de morte cardiovascular, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral em pacientes com SCA. Os pacientes receberam a terapia antiplaquetária padrão associada ou não à rivaroxabana em doses de 2,5 mg ou 5 mg duas vezes ao dia. Dos 15.526 pacientes randomizados para o estudo, 93% receberam Aspirina e tienopiridina associado ou não à rivaroxabana. O estudo duplo-cego, randomizado, controlado por placebo foi coordenado pelo Grupo de Estudo TIMI e o Brigham and Women’s Hospital e a Harvard Medical School, e foi financiado e liderado pela Bayer HealthCare e pela Johnson & Johnson Pharmaceutical Research & Development, LLC


Sobre a rivaroxabana
A rivaroxabana é um anticoagulante oral que foi descoberto nos laboratórios da Bayer HealthCare em Wuppertal, na Alemanha, e está sendo desenvolvido em conjunto pela Bayer HealthCare Pharmaceuticals e a Johnson & Johnson Pharmaceutical Research & Development, L.L.C. 

A rivaroxabana, inibidor do fator Xa da cascata de coagulação tem uma rápida e previsível início de ação, alta biodisponibilidade, não exige o monitoramento da coagulação e também possui pouco potencial de interação com  alimentos e outros medicamentos.

A rivaroxabana é comercializada sob a marca Xarelto® para prevenção do tromboembolismo venoso (TEV) em pacientes adultos, após cirurgia eletiva de substituição do joelho ou quadril (colocação de prótese) e é o único anticoagulante oral que tem demonstrado eficácia superior em relação à enoxaparina para esta indicação.

Até o momento, a rivaroxabana foi aprovada em mais de 110 países em todo o mundo e foi lançada com sucesso em mais de 85 países pela Bayer HealthCare Pharmaceuticals para esta indicação.

Nos EUA, onde a rivaroxabana foi lançada em julho de 2011, a Janssen Pharmaceuticals, Inc. (a empresa Johnson & Johnson) detém seus direitos de comercialização.

No dia 5 de novembro de 2011, Xarelto®  recebeu outra aprovação de comercialização nos EUA, para a prevenção de AVC em pacientes com fibrilação atrial.  

O extenso programa de ensaios clínicos que apoiam a rivaroxabana faz com que ela seja o inibidor oral direto do Fator Xa mais estudado e amplamente divulgado.

Os estudos, publicados e em andamento, envolvem mais de 75 mil pacientes para a prevenção e tratamento de doenças venosas e tromboembólicas arteriais, em uma ampla gama de condições agudas e crônicas, incluindo a prevenção do AVC em pacientes com fibrilação atrial, o tratamento de TEV e a prevenção secundária da Síndrome Coronária Aguda.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

29/10: Dia Mundial da Psoríase terá caminhada no Parque do Ibirapuera

Com o objetivo de ajudar na divulgação de informações sobre a Psoríase e esclarecer a população sobre esta doença, a Sociedade Brasileira de Dermatologia em parceria com a Regional de São Paulo (SBD RESP) promovem, no dia 29 de outubro, a partir das 9h da manhã, a Caminhada do Dia Mundial e Nacional da Psoríase, no Parque do Ibirapuera (em tenda montada próxima a ponte de ferro), em São Paulo, SP. A ação, parte da Campanha de Conscientização da Psoríase (também promovida pela SBD) traz o slogan “Um beijo, um abraço, um aperto de mão” e, desta vez, não terá como foco o atendimento à população, mas sim, a conscientização sobre a doença. A caminhada acontecerá também simultaneamente em outras seis capitais brasileiras (Brasília, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Salvador).

No decorrer da atividade, especialistas da RESP distribuirão folhetos explicativos sobre a doença. E, para melhor demonstrar como a doença se manifesta na pele, alunos de um Curso Profissional de Maquiagem irão reproduzir as características das lesões de psoríase na pele dos participantes e dos médicos da Campanha.

Segundo Dr. Ricardo Romiti, dermatologista e membro da Regional de São Paulo, “por mais que a psoríase acometa um elevado número de pessoas, ainda são poucos aqueles que conhecem as suas particularidades, principalmente o fato de que não se trata de uma doença contagiosa”. E acrescenta, “com a Caminhada, queremos proporcionar um ambiente onde haja interação entre os portadores e aqueles que não apresentam a doença, livres de qualquer tipo de preconceito”.

A Psoríase é uma doença comum de pele, que atinge cerca de 3% da população mundial. Freqüente em homens e mulheres na faixa etária entre 20 e 40 anos, é caracterizada pela presença de lesões róseas ou avermelhadas, recobertas por escamas esbranquiçadas, que podem aparecer em diferentes áreas do corpo, como cotovelos, joelhos ou couro cabeludo, unhas, palma das mãos e planta dos pés. Embora não tenha cura, possui tratamento e, ao contrário do que muitos pensam, não é uma doença contagiosa.

Do total de portadores, 30% dos casos têm a presença do fator genético. No entanto, situações de estresse emocional, traumas ou irritações na pele, bem como infecções na garganta, baixa umidade do ar ou, até mesmo, alguns medicamentos, podem contribuir para o aparecimento da doença.

O tratamento da psoríase deve ser prescrito e acompanhado por um dermatologista. Para casos em que a doença está em um estágio leve, são recomendadas pomadas, loções, xampus e géis. Já em situações mais graves, o uso de sessões de fototerapia (ultravioleta com ou sem remédio), medicamentos de uso oral ou injetável são indicados.

Além disso, para o bem estar do paciente, recomenda-se, também, uma alimentação balanceada, exposição moderada ao sol, sempre acompanhada do uso de protetor solar. Especialistas sugerem também evitar situações de estresse e manter a auto-estima sempre alta.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD
http://www.diamundialdapsoriase.com.br/

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Evento gratuito em São Paulo pretende mobilizar população sobre doenças vasculares

No próximo dia 16/10, domingo, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular - Regional São Paulo (SBACV-SP), com o apoio da Prefeitura da cidade, promoverá o 5º Dia Vascular de São Paulo – Prevenção de Doenças Venosas, Arteriais e Linfáticas no Parque do Povo (Ponte Cidade Jardim), das 10 às 14 horas. O evento tem como objetivo orientar a população, gratuitamente, sobre as diversas doenças vasculares e como preveni-las. Profissionais de cirurgia vascular e residentes da especialidade foram selecionados para participar desse dia.
A unidade móvel -- que já passou pelas cidades de Sorocaba, São Caetano do Sul e Santos e, depois da capital, terá a sua próxima parada em Campinas (22/10) -- será equipada com sala de triagem e orientação e contará com palestras.

As lesões causadas pelo diabetes nos pés e as doenças vasculares, como varizes, carótidas, trombose venosa, doença arterial obstrutiva dos membros e aneurismas farão parte das apresentações e orientações. Assim o público poderá conhecer melhor como funciona o trabalho de um médico cirurgião vascular, que é o responsável por diagnosticar e tratar doenças venosas, arteriais, linfedema (elefantíase), vasculites, entre outras.

A educadora física e apresentadora Solange Frazão participará do 5º Dia Vascular de São Paulo comandando exercícios de alongamento e também realizará uma palestra sobre qualidade de vida, saúde e os benefícios de atividades físicas diárias.

Causas das enfermidades vasculares
As principais causas das doenças vasculares são: sedentarismo, má alimentação, obesidade, cigarro, pressão alta e estresse do dia a dia. Das doenças vasculares, as varizes são as mais comuns. Estima-se que ela atinge cerca de 30% dos homens e 70% mulheres, em decorrência de fatores constitucionais e hormonais. Dor, cansaço e sensação de peso nas pernas, ardência, edema (inchaço), câimbras, dormência e áreas de pele inflamada com prurido (coceira) são os sintomas mais frequentes de quem tem varizes. Antes de qualquer cirurgia, em alguns casos, tenta-se o tratamento das varizes com o uso de meias elásticas, principalmente durante a gestação, e a utilização de medicamentos que melhoram o fluxo venoso.

SERVIÇO
Data: 16 de outubro de 2011 (domingo)
Horário: das 10 às 14 horas
Local: Parque do Povo (Ponte Cidade Jardim) – Itaim Bibi – Zona Sul de São Paulo
Evento Gratuito

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tipo rara de câncer tem novo tratamento aprovado no Brasil

Após 20 anos sem novidades no tratamento de um tipo raro de câncer de pâncreas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no Brasil o uso do medicamento Afinitor™ (everolimo), da farmacêutica suiça Novartis, para o tratamento de pacientes com tumor neuroendócrino (TNE) avançado no pâncreas. A aprovação teve como base dados de um estudo fase III que envolveu 410 pacientes, publicado no The New England Journal of Medicine, uma das publicações científicas mais respeitadas do mundo.
O estudo, que é o maior já realizado em pacientes com TNE pancreático, avaliou a eficácia e segurança do uso do medicamento Afinitor™, comparado a placebo. O medicamento mais do que dobrou o tempo sem crescimento do tumor (passando de 4,6 meses para 11 meses), e reduziu em 65% o risco de progressão da doença.

Quando detectado em fase inicial, o tratamento mais indicado dos TNEs é a cirurgia para retirada do tumor. No entanto, aproximadamente 60% dos pacientes com tumor neuroendócrino de pâncreas são diagnosticados quando a doença já está em estágio avançado. Nesse estágio, o tumor é considerado agressivo e de difícil tratamento, pois já se espalhou para outros órgãos do corpo. A taxa de sobrevivência em cinco anos para esses pacientes é de 27%. Ainda, segundo o estudo publicado no New England Journal, após 18 meses, 34% dos pacientes tratados com Afinitor™ continuavam com o tumor controlado.

Tumor Neuroendócrino de Pâncreas
Os tumores neuroendócrinos surgem a partir de células que podem produzir e eliminar secreções de uma variedade de hormônios que regulam as funções corporais. Estes tumores podem ocorrer em qualquer parte do corpo, entretanto, a maioria são encontradas no pâncreas, trato gastrintestinal ou pulmões. O TNE de pâncreas é um tipo raro de câncer, sendo diferente dos tumores do pâncreas denominados adenocarcinomas pancreáticos (o mais comum). Há mais de 20 anos não havia um novo medicamento aprovado no Brasil para o tratamento de pacientes com esse tipo de  tumor.

O novo medicamento Afinitor™ atua na inibição da proteína intracelular mTOR que age na proliferação das células cancerígenas. A inibição da proteína mTOR é considerada um dos novos alvos da ciência para o tratamento do câncer. Além da indicação para TNE pancreático, Afinitor™ é aprovado no Brasil para o tratamento do câncer renal em estágio avançado e um tipo raro de tumor cerebral em crianças.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Câncer da Tireóide: especialistas discutem avanços no diagnóstico e tratamento

Especialistas do HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, se reunem no próximo dia 8 de outubro, para participar do II Simpósio de Doenças da Tireóide. O objetivo do encontro é discutir as novidades em diagnóstico e tratamento para o câncer da tireóide.


O câncer de tireóide ocorre em qualquer idade, sendo mais comum após os 30 anos. O principal sinal de sua ocorrência é a presença de um nódulo indolor na tireóide detectado à palpação ou pela ultra-sonografia, que não altera os níveis sanguíneos dos hormônios tireoideanos. O tratamento oncologicamente mais adequado para o câncer de tireóide é a tireoidectomia total (retirada completa da tireóide) associada eventualmente à retirada de gânglios linfáticos do pescoço que estejam comprometidos pela doença.

Segundo especialistas, quando realizada por cirurgião especialista, o risco de complicações mais sérias decorrentes desta cirurgia, como a rouquidão permanente, é menor do que 1% dos casos. Após a cirurgia, alguns pacientes deverão receber um tratamento complementar com iodo radioativo e a indicação desse tratamento depende da análise em conjunto de uma série de fatores como idade, tamanho e agressividade local do tumor.

Programa de debates
Durante o simpósio, serão abordados temas importantes como reposição de hormônio tireoidiano no paciente idoso, novos recursos de imagem para a avaliação radiológica do nódulo tireoidiano, uso do PET-CT no câncer da tireóide, o papel do oncologista no câncer de tireóide, terapia de reposição fisiológica de hormônio tireoidiano, entre outros asuntos.

Um dos destaques será a apresznetação do Supervisor de Clínica Médica do HCor, Dr. Abrão Cury, sobre os danos ocasionados pela insuficiência na produção de hormônios tireoideanos  e as consequências no organismo da população idosa. Segundo o especialista, os sintomas do hipotireoidismo em idosos vão desde a dispnéia aos esforços, intolerância aos exercícios físicos e cansaço fácil.

“Cerca de 2% da população em geral têm hipotireoidismo, sendo a prevalência na população acima dos 65 anos em torno de 17%. Os sintomas mais comuns nesses pacientes especiais são pele seca, queda de cabelo, fadiga, intolerância ao frio, hipotermia, entre outros. Para os pacientes acima dos 65 anos que se enquadram nesse perfil, indicamos reposição hormonal e o controle de quatro de quatro a seis semanas bem como a interação medicamentosa por meio de sulfato ferroso, cálcio e anti-ácidos, esclare Dr. Cury.

Pacientes portadores de hipotireoidismo precisam ficar atentos ao coração. Estudos revelam que de 10 a 25% dos pacientes com hipotireoidismo têm hipertensão arterial. “O hipotireoidismo facilita a doença arterial coronária e compromete de maneira significativa o aparelho cardiovascular, sendo muito importante o diagnóstico e tratamento inicial com o cardiologista”, explica Dr.Cury.

Sobre a tireóide
A tireóide é uma glândula endócrina localizada na parte da frente do pescoço que produz os hormônios T3 e T4, responsáveis por regular diversas funções do corpo, entre elas, as funções metabólica, cardíacas e vasculares. Os hormônios da tireóide (HT) controlam a frequência dos batimentos cardíacos, o ritmo adequado do coração e a pressão arterial. O descontrole da função da tireóide para mais (hipertireoidismo) ou para menos (hipotireoidismo) desregulam essas funções acelerando os batimentos cardíacos, aumentando a pressão, causando arritmias no hipertireoidismo e desacelerando o coração no hipotireoidismo.

A presença de nódulos tireoideanos detectados pela ultra-sonografia (USG) de rotina é comum, principalmente em mulheres. Felizmente, aproximadamente 95% desses nódulos são benignos. De acordo com a suspeita clínica ou pelos achados no USG, o especialista solicita a punção biópsia aspirativa do nódulo, no qual determina se o nódulo é suspeito para malignidade.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Alterações imunológicas são as principais causas do aborto de repetição

O aborto de repetição é um problema que aflige até 5% das mulheres em idade fértil. Caracteriza-se pela perda natural e recorrente do feto antes da 20a semana de gestação. Um estudo realizado em 2006 por especialistas do Ambulatório de Perdas Gestacionais do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) da Unicamp, mostrou que as alterações de ordem imunológica são as principais causas desse tipo de distúrbio.
Dentre elas, o estudo destaca o fator ALOIMUNE, que aparece em 85% dos casos, e pode ser explicado pela dificuldade do organismo feminino em se adaptar à gravidez. Ou seja, o sistema imunológico da mulher produz uma resposta “agressora” e não “protetora” em relação ao embrião. “Simplificando, o embrião é visto como um intruso que precisa ser combatido”, compara o ginecologista e obstetra do Caism, Dr Ricardo Barini.

A segunda causa dos abortos de repetição, segundo o levantamento, é o fator AUTOIMUNE, presente em cerca de 30% dos casos. Este, como o próprio termo indica, também está relacionado com problemas de ordem imunológica e se traduz por reações de auto-agressão imunológica, em que o organismo pode atacar suas próprias células. Ou seja, a gestante gera substâncias contra partes específicas do seu organismo, mas, ao invés de promoverem auto-agressão, podem ser eventualmente nocivas ao feto. Um exemplo é a alteração da coagulação sangüínea, provocada pelos anticorpos antifosfolípides. Esses anticorpos podem gerar freqüentemente uma trombose (uma obstrução circulatória) que dificulta a irrigação da placenta, provocando a morte do embrião. Mas os abortos de repetição ele também podem decorrer de alterações genéticas, infecciosas, e até ambientais. Em 20% dos casos de aborto de repetição, contudo, não é possível determinar uma causa específica, o que, segundo os especialistas, abre um campo vasto para novas pesquisas.

Há ainda as perdas espontâneas que derivam de distúrbios hormonais, e que incidem em cerca de 25% dos casos. “Muitas mulheres que engravidam não conseguem produzir progesterona em quantidade adequada, o que pode dificultar a sustentação do feto”, afirma Barini.

Já existem opções de tratamento e prevenção para os abortos de repetição, de últim,a geração e, por isso, com custos não tão baixos. Infelizmente, poucas são as mulheres que conseguem ter acesso a eles porque a maioria não é disponibilizada gratuitamente pelo SUS.


OUTRAS CAUSAS DO ABORTO DE REPETIÇÃO
Importante salientar que há diferença entre os abortos espontâneos e os de repetição -- cujas causas podem variar bastante. "Durante a vida fértil, até dois abortos são considerados normais", explica a ginecologista Emanuelli Alvarenga Silva, do Hospital e Maternidade Beneficência Portuguesa de Santo André. "Já o aborto espontâneo é aquele que acontece com mais frequência e que requer averiguação das possíveis causas e início imediato de tratamento, feito durante a própria gestação”, acrescenta.

Causas Genéticas – A anormalidade mais freqüente é a translocação balanceada observada no cariótipo de um dos parceiros. Outras anormalidades cromossômicas que podem ser encontradas são: mosaicismo sexual, inversão cromossômica e cromossomos em anel. Essas aberrações cromossômicas irão gerar embriões com cromossomopatias, evoluindo para aborto.
Causas endócrinas – Dentre elas a mais relatada é a Insuficiência de Corpo Lúteo, caracterizada por uma produção diminuída de progesterona na segunda fase do ciclo, período de implantação, onde tal hormônio tem participação fundamental. A suplementação de progesterona na segunda fase do ciclo é bastante discutida. Diabetes mellitus se mostra envolvido na etiologia do aborto de repetição desde que esteja descontrolado. Patologias da tireóide (hiper e hipotireoidismo) quando bem controladas não se relacionam com aborto de repetição, porém é sabido que anticorpos antitireoidianos estão intimamente relacionados com o problema, embora o mecanismo não seja conhecido.

Causas anatômicas – As mais descritas são: malformações uterinas (mullerianas ou exposição DES), pólipos uterinos, sinéquias, miomatose uterina, incompetência istmo cervical. Algumas alterações anatômicas são mais relacionadas com perdas gestacionais tardias (durante o segundo trimestre) ou trabalho de parto prematuro, como por exemplo: incompetência istmo-cervical, miomatose uterina.

Causas infecciosas – Atualmente é bastante questionável a relação entre infecções genitais por clamídia, micoplasma e ureaplasma e a elevada incidência de aborto de repetição.

Causas hematológicas – Nos últimos anos, tem-se descrito uma relação entre distúrbios da coagulação, tendência a tromboembolismos (trombofilias), com maus resultados gestacionais, entre eles abortos de repetição e infertilidade. Entre as trombofilias descritas como tendo relação com abortos de repetição podemos destacar trombofilias hereditárias e adquiridas.

Causas imunológicas – Podem ser divididas em causas autoimunes, aloimunes e síndrome antifosfolípide.

Causas ambientais – É descrita uma maior incidência de abortos espontâneos em pessoas com hábito de ingestão excessiva de café, álcool e tabagismo. É sabido o efeito abortivo da radiação, embora não haja determinação de dose especifica. Gases anestésicos também parecem elevar o risco de aborto. Exercício físico parece não estar relacionado como causa de aborto precoce. Microondas, ultra-som e terminais de vídeo parecem não elevar a taxa de aborto.

Causas desconhecidas – Em 20% dos casos de aborto de repetição não é possível determinar uma causa específica, o que abre um campo vasto para novas pesquisas.


Fonte consultada: Unicamp

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nova droga contra melanoma é destaque no principal congresso de câncer que termina amanhã

Termina nesta terça-feira, 7 de junho, em Chicago (EUA), a 47a edição do ASCO (Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, na sigla em inglês), que reuniu mais de 30 mil oncologistas e especialistas de todo o mundo para debater avanços e estudos sobre o câncer. Um dos destaque desse ano foi a apresentação dos resultados de novos estudos clínicos realizados com o Ipilimumab, recém aprovado pela agência regulatória norteamericana (FDA)

Desenvolvido pela biofarmacêutica global, Bristol-Myers Squibb, o ipilimumab é um anticorpo monoclonal totalmente humano que bloqueia a atividade do antígeno-4 associado aos linfócitos T citotóxicos (CTLA-4). Nos estudos apresentados ontem no ASCO, a nova droga conseguiu aumentar a sobrevida dos pacientes portadores de melanoma em estágios avançados da doença de maneira superior aos tratamentos convencionais.

A comunidade científica brasileira não esconde a expectativa de que o medicamento seja também aprovado pela Anvisa para que possa ser disponibilizado aos pacientes brasileiros.

Sobre o melanoma avançado
Mais frequente em pessoas de pele clara e sensível, o melanoma normalmente, inicia-se como uma pinta escura e, se não houver diagnóstico precoce e tratamento adequado, pode provocar a destruição local das células da pele, deformações e, até mesmo, mutilações. A prevenção é sem dúvida a melhor alternativa. Segundo especialistas, é muito importante evitar a exposição aos raios ultra violetas do Sol e fazer uso constante de protetor solar.