No Sistema Único de Saúde, procedimento pode ser feito em estabelecimentos que realizam cirurgias de média ou alta complexidade
Usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) que possuírem implante mamário de silicone das marcas PIP (francesa) e Rofil (holandesa) e com recomendação médica para a realização de cirurgia reparadora de troca de próteses podem procurar um dos 371 serviços de saúde habilitados em cirurgia reparadora pelo SUS.
A orientação do Ministério da Saúde é o que o procedimento de troca das próteses seja realizado, em princípio, pelo serviço de referência onde o implente inicial ocorreue de acordo com as diretrizes técnicas definidas pelo Ministério na última semana.
Em caráter excepcional, os pacientes que estiverem distantes do médico ou do estabelecimento que realizaram o implante poderão procurar um destes 371 serviços de saúde que oferecem cirurgia de média ou alta complexidade ou, ainda, qualquer unidade de saúde ou Centro de Especialidades do SUS mais próximo para a avaliação do implante e das condições de saúde do paciente e o devido encaminhamento à unidade que realizou o procedimento cirúrgico inicial.
De acordo com as diretrizes técnicas estabelecidas, todos os usuários do SUS – e também os da Saúde Suplementar – que possuírem implante mamário de silicone das marcas PIP ou Rofil e que apresentarem sinal ou confirmação de ruptura da(s) próteses(s) deverão ser acolhidos pela rede de assistência pública ou conveniada ao SUS como também pelas operadores de planos de saúde.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Jaú precisa urgentemente de sangue e plaquetas!
Hemonúcleo Regional pede ajuda urgente da população
Estoques de sangue e plaquetas muito abaixo do necessário para a segurança na distribuição de hemocomponentes para os serviços atendidos. Cirurgias a ponto de serem desmarcadas. Vidas em risco.
Mal começou o ano e os hemocentros já sofrem com a falta de doadores. Pouco expressivas em épocas do ano como o inverno, férias escolares e festas de final de ano — cerca de 30% abaixo do necessário, as doações no Hemonúcleo Regional de Jahu (SP) no mês de janeiro estão ainda mais tímidas e a unidade pede ajuda.
Responsável pela distribuição de sangue para nove municípios e 11 hospitais da região, o Hemonúcleo é um dos centros que passam por problemas com a baixa dos estoques e faz apelo por doações, especialmente de plaquetas.
O coordenador técnico Francisco Martins da Costa Filho explica que o caráter constante de urgência para captação de sangue do local se dá em virtude da demanda: entre os hospitais que atende esta o Hospital Amaral Carvalho (HAC) que é o que mais utiliza bolsas de sangue, pois trata pacientes que fazem quimioterapia e transplante de medula óssea e, por isso, precisam de mais transfusões.
Para Francisco, doadores de sangue são sujeitos especiais, movidos pelo desejo de ajudar a salvar vidas de pessoas que na maioria das vezes nem conhecem. “Dispensando apenas 25 minutos (em média) para doar um pouco de seu sangue, o doador ajuda a salvar a vida de até três pacientes diferentes”, esclarece. Isso mesmo. Em uma só doação — cerca de 450 ml de sangue, o material é fracionado em três hemocomponentes: plaquetas, plasma e hemácias.
Mas, mesmo sabendo que a doação pode salvar vidas, muitas pessoas não doam sangue por comodismo ou até medo. “Será que vai doer? Eu vou passar mal?”. Francisco afirma que a doação é um ato seguro e praticamente indolor, não traz nenhum prejuízo ou consequência à saúde do doador, não o obriga a doar sangue para o resto da vida, não engrossa o sangue e não aumenta a pressão. “Qualquer pessoa pode doar, basta seguir os requisitos básicos”, diz.
Veja o que é preciso para fazer sua doação de sangue e/ou plaquetas
Rua Dona Silvéria, 150 – Jaú / SP
Informações: (14) 3602-1355 ou 3602-1356
HORÁRIO DE ATENDIMENTO
-Segundas, terças, quintas e sextas-feiras, das 7h30 às 12h e das 14h às 16h30.
-Quartas-feiras, das 7h30 às 12h e das 14h às 20h.
-Sábados, das 7h30 às 12h.
Estoques de sangue e plaquetas muito abaixo do necessário para a segurança na distribuição de hemocomponentes para os serviços atendidos. Cirurgias a ponto de serem desmarcadas. Vidas em risco.
Mal começou o ano e os hemocentros já sofrem com a falta de doadores. Pouco expressivas em épocas do ano como o inverno, férias escolares e festas de final de ano — cerca de 30% abaixo do necessário, as doações no Hemonúcleo Regional de Jahu (SP) no mês de janeiro estão ainda mais tímidas e a unidade pede ajuda.
Responsável pela distribuição de sangue para nove municípios e 11 hospitais da região, o Hemonúcleo é um dos centros que passam por problemas com a baixa dos estoques e faz apelo por doações, especialmente de plaquetas.
O coordenador técnico Francisco Martins da Costa Filho explica que o caráter constante de urgência para captação de sangue do local se dá em virtude da demanda: entre os hospitais que atende esta o Hospital Amaral Carvalho (HAC) que é o que mais utiliza bolsas de sangue, pois trata pacientes que fazem quimioterapia e transplante de medula óssea e, por isso, precisam de mais transfusões.
Para Francisco, doadores de sangue são sujeitos especiais, movidos pelo desejo de ajudar a salvar vidas de pessoas que na maioria das vezes nem conhecem. “Dispensando apenas 25 minutos (em média) para doar um pouco de seu sangue, o doador ajuda a salvar a vida de até três pacientes diferentes”, esclarece. Isso mesmo. Em uma só doação — cerca de 450 ml de sangue, o material é fracionado em três hemocomponentes: plaquetas, plasma e hemácias.
Mas, mesmo sabendo que a doação pode salvar vidas, muitas pessoas não doam sangue por comodismo ou até medo. “Será que vai doer? Eu vou passar mal?”. Francisco afirma que a doação é um ato seguro e praticamente indolor, não traz nenhum prejuízo ou consequência à saúde do doador, não o obriga a doar sangue para o resto da vida, não engrossa o sangue e não aumenta a pressão. “Qualquer pessoa pode doar, basta seguir os requisitos básicos”, diz.
Veja o que é preciso para fazer sua doação de sangue e/ou plaquetas
- Estar em boas condições de saúde e descanso;
- Ter entre 16 e 67 anos (menores de 18 podem doar acompanhados de um dos pais ou responsável legal. Maiores de 65 anos só podem doar se já doaram antes dos 60 anos);
- Pesar no mínimo 50 kg;
- Estar alimentado (mas evite ingerir alimentos gordurosos);
- Apresentar documento oficial de identidade com foto;
- Não ter tido hepatite após os 10 anos de idade;
- Não estar utilizando medicamentos;
- Não estar resfriado ou com gripe;
- Não ter tido doença de Chagas, Sífilis, Malária ou ser soropositivo de AIDS;
- Não ter feito tatuagem ou colocado piercing nos últimos 12 meses;
- Se mulher, não estar grávida ou amamentando.
Serviço
Hemonúcleo Regional de Jahu - HACRua Dona Silvéria, 150 – Jaú / SP
Informações: (14) 3602-1355 ou 3602-1356
HORÁRIO DE ATENDIMENTO
-Segundas, terças, quintas e sextas-feiras, das 7h30 às 12h e das 14h às 16h30.
-Quartas-feiras, das 7h30 às 12h e das 14h às 20h.
-Sábados, das 7h30 às 12h.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Depressão: fatos e números
- No Brasil, a prevalência da depressão ao longo da vida é de 15%
- Quem sofre de depressão perde cerca de 35 dias de trabalho por ano
- Estima-se que a depressão atinja duas vezes mais mulheres do que homens
A depressão torna-se cada vez mais prevalente e, mesmo assim, continua cercada de mitos e preconceitos. Falar abertamente sobre o transtorno depressivo e divulgar informações corretas e esclarecedoras são dois pontos de partida para que a doença seja cada vez mais reconhecida, diagnosticada e tratada corretamente. A seguir, o psiquiatra Primo Paganini, gerente médico de Sistema Nervoso Central da Pfizer, elucida e comenta fatos e números relacionados à depressão.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão atinge cerca de 121 milhões de pessoas no mundo[1]. As taxas de prevalência ao longo da vida variam de aproximadamente 3% no Japão a 16,9% nos Estados Unidos[2].
“No Brasil, a prevalência da depressão ao longo da vida é de 15%. Há ainda estudos que apontam prevalência da enfermidade de até 20% na população mundial”, conta Paganini. Já as diferenças da população atingida de um país para outro podem ser atribuídas a questões culturais. “No Japão, por exemplo, as pessoas são mais reservadas e acabam guardando para si algumas mudanças de comportamento que representam sintomas depressivos, como pouca energia e falta de prazer em atividades antes agradáveis, por exemplo. Assim, a doença pode existir, mas não é notada e nem diagnosticada. Essa pode ser uma explicação para índices tão baixos de prevalência da depressão naquele país, quando comparados aos de outras localidades”, pondera o psiquiatra.
Gênero
Estima-se que a depressão atinja duas vezes mais mulheres do que homens ao longo da vida[3]. “Antes da puberdade e depois da menopausa, o índice de depressão é muito semelhante entre homens e mulheres”, aponta Paganini. “A maior propensão de o sexo feminino desenvolver a doença deve-se, entre outros fatores, à oscilação dos ciclos de estrogênio – conhecido como hormônio feminino*. Essa variação hormonal diminui a comunicação entre os neurônios (sinapses), peças-chave na química da depressão, aumentando os sintomas depressivos. As principais fases de alterações hormonais nas mulheres são: menarca (primeira menstruação), gravidez, pós-parto e pré-menopausa. Assim, as mulheres têm grande fragilidade para o desenvolvimento de transtornos mentais, especialmente a depressão”, complementa.
Tratamento
Antidepressivos e psicoterapia são eficazes para cerca de 60% a 80% dos pacientes[1]. “Atualmente sabe-se que a depressão é multifatorial, estando relacionada a diferentes questões, como genética ou estilo de vida, entre outras. Por isso, o tratamento também deve seguir esse conceito”, explica. “A psicoterapia de qualidade associada ao antidepressivo adequado para cada paciente é uma fórmula que costuma dar resultados bastante positivos. Não se pode falar em cura da depressão, mas em seu controle. Isso significa a busca da remissão – ou seja, a inexistência de sintomas”, esclarece Paganini.
Da mesma forma que o entendimento sobre a depressão evoluiu, o mesmo aconteceu com o tratamento: os antidepressivos de 1ª geração, conhecidos como tricíclicos, apresentavam alta eficácia, mas também efeitos colaterais significativos que diminuíam a adesão dos pacientes ao tratamento. Já os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS – 2ª geração), causavam menos eventos adversos, mas eram menos eficazes que os medicamentos da geração anterior.
Atualmente, os antidepressivos modernos conseguem aliar as principais características dos tratamentos anteriores: atuam de maneira eficaz e causam menos eventos adversos. Eles são conhecidos como 3ª geração de antidepressivos ou duais, pois agem como inibidores de receptação de dois neurotransmissores (serotonina e noradrenalina), diretamente relacionados ao mecanismo da depressão. Um exemplo é Pristiq (desvenlafaxina), que facilita a adesão ao tratamento por apresentar eventos adversos mais brandos, com pouca interferência no peso e na libido, baixa interação medicamentosa, inclusive com anticoncepcionais.
Impacto
Estima-se que em 2020 a depressão seria a segunda principal causa de incapacidade no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares[1]. Segundo a OMS, 31,7% de todos os anos vividos com incapacidade são atribuídos a condições neuropsiquiátricas, sendo que a depressão é a principal delas: responsável por 11,8% desse total [4].
“As doenças neuropsiquiátricas já são hoje a primeira causa de incapacidade no mundo ao longo da vida, e a depressão representa quase 50% dessas enfermidades que fazem pessoas faltarem no trabalho, se aposentarem mais cedo ou mesmo contribuem para o chamado presenteísmo – quando apesar de comparecer ao trabalho, o profissional não consegue produzir”, alerta Paganini. “Para se ter uma ideia, enquanto um paciente com diabetes falta 6 dias ao ano no trabalho devido à doença; uma pessoa com problemas cardiovasculares se ausenta 8 dias e quem sofre com asma falta 10 dias. Já quem sofre de depressão apresenta um prejuízo muito maior, perdendo cerca de 35 dias de trabalho por ano”, compara.
Referências
1. Organização Mundial da Saúde, disponível emhttp://www.who.int/mental_health/management/depression/definition/en/
2. Federação Mundial para Saúde Mental, disponível emhttp://www.wfmh.org/2010DOCS/DEPRESSION%20PORTUGUESE%202010.pdf pág.06
3. O Impacto da depressão, Dra. Márcia Britto de Macedo Soares, no site da ABRATA (Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos, disponível em http://www.abrata.org.br/site/artigos/artigos.asp?vLink=artigos&artigoId=32
4. “No Health Without Mental Health”, Lancet 2007; 370: 859–77 (Martin Prince, Vikram Patel, Shekhar Saxena, Mario Maj, Joanna Maselko, Michael R Phillips, Atif Rahman), parte da série de 06 publicações sobre Saúde Mental
*O estrogênio tem influência em praticamente todas as características típicas da mulher: crescimento das mamas, alargamento dos quadris, desenvolvimento da vagina e do útero, entre outras. A produção deste hormônio começa na adolescência, quando essas mudanças afloram, transformando a menina em mulher. Suas taxas diminuem com a aproximação da menopausa.
Fonte: Pfizer
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
INCA estima 520 mil novos casos de câncer em 2012
De acordo com estudo recente divulgado pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Brasil registrará neste ano 520 mil novos casos de câncer. Os dados apontam que os tipos d ecâncer mais incidentes no território brasileiro entre 2012 e 2013 serão o câncer de pele, próstata, mama e pulmão. A pesquisa mostra ainda sete novas localizações de tumores: bexiga, ovário, tireóide (nas mulheres), Sistema Nervoso Central, corpo do útero, laringe e linfoma não-Hodgkin.
O câncer de pele não melanoma ainda é considerado o tipo mais comum, com 62.680 casos em homens e 71.490 ocorrências nas mulheres segundio o último levantamento. Depois dele, os tipos de câncer mais prevalentes entre os homens são: próstata (60.180); pulmão (17.210); cólon e reto (14.180); estômago (12.670); e cavidade oral (9.990). Entre as mulheres, os tumores mais incidentes são: mama (52.680); colo do útero (17.540); cólon e reto (15.960); tireóide (10.590); e pulmão (10.110).
O estudo mostrou que a incidência de cada tipo de câncer varia de acordo com a região do País. Na região Norte, por exemplo, o câncer de colo do útero supera o câncer de mama, com 23,62 casos por 100 mil habitantes contra 19,38 mil habitantes.
No caso do sexo masculino, o câncer depróstata é o mais incidente em todas as regiões do Brasil. O câncer de estômago aparece em segundo lugar nas regiões Norte e Nordeste, com 11 e 9 casos a cada 100 mil habitantes, respectivamente.
Ainda de acordo com o INCA, o maior fator de risco para o aparecimento do câncer de estômago é a infecção pela bactéria H.pylori, responsável por 63% dos casos de câncer gástrico. Além disso, uma alimentação pobre em vitamina A e C, consumo excessivo de alimentos enlatados,defumados, com corantes e conservados em sal também contribuem para osurgimento da doença.
O câncer de pulmão é o segundo mais frequente nas regiões Sul (37 casos para cada 100 mil habitantes) e Centro-Oeste (17 casos para cada 100 mil habitantes). O Sul do País concentra a maior parte de produtores de fumo, o que pode estar ligado ao alto consumo de derivados do tabaco.
As estimativas do INCA são elaboradas acada dois anos. Segundo o instituto, não é possível compará-las com os dados anteriores, já que são utilizadas metodologias e bases de dados diferentes.Segundo projeção feita pela Organização Mundial da Saúde, serão registrados 27 milhões de novos casos de câncer em todo o mundo. Além disso, serão 17 milhões de mortes pela doença.
O câncer de pele não melanoma ainda é considerado o tipo mais comum, com 62.680 casos em homens e 71.490 ocorrências nas mulheres segundio o último levantamento. Depois dele, os tipos de câncer mais prevalentes entre os homens são: próstata (60.180); pulmão (17.210); cólon e reto (14.180); estômago (12.670); e cavidade oral (9.990). Entre as mulheres, os tumores mais incidentes são: mama (52.680); colo do útero (17.540); cólon e reto (15.960); tireóide (10.590); e pulmão (10.110).
O estudo mostrou que a incidência de cada tipo de câncer varia de acordo com a região do País. Na região Norte, por exemplo, o câncer de colo do útero supera o câncer de mama, com 23,62 casos por 100 mil habitantes contra 19,38 mil habitantes.
No caso do sexo masculino, o câncer depróstata é o mais incidente em todas as regiões do Brasil. O câncer de estômago aparece em segundo lugar nas regiões Norte e Nordeste, com 11 e 9 casos a cada 100 mil habitantes, respectivamente.
Ainda de acordo com o INCA, o maior fator de risco para o aparecimento do câncer de estômago é a infecção pela bactéria H.pylori, responsável por 63% dos casos de câncer gástrico. Além disso, uma alimentação pobre em vitamina A e C, consumo excessivo de alimentos enlatados,defumados, com corantes e conservados em sal também contribuem para osurgimento da doença.
O câncer de pulmão é o segundo mais frequente nas regiões Sul (37 casos para cada 100 mil habitantes) e Centro-Oeste (17 casos para cada 100 mil habitantes). O Sul do País concentra a maior parte de produtores de fumo, o que pode estar ligado ao alto consumo de derivados do tabaco.
As estimativas do INCA são elaboradas acada dois anos. Segundo o instituto, não é possível compará-las com os dados anteriores, já que são utilizadas metodologias e bases de dados diferentes.Segundo projeção feita pela Organização Mundial da Saúde, serão registrados 27 milhões de novos casos de câncer em todo o mundo. Além disso, serão 17 milhões de mortes pela doença.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Câncer de pele pode atingir 134 mil brasileiros em 2012
De acordo com estimativa divulgada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele responde por 25% do total de tumores malignos detectados no país e seus tipos mais frequentes são carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma, este último o mais raro e também o mais maligno, por ter capacidade de se espalhar. O melanoma pode ocorrer sobre uma pinta já existente ou surgir sobre a pele normal.
A incidência é maior em pessoas de pele e olhos claros, que se expõem frequente e prolongadamente ao sol. Mas, o câncer de pele, tipo mais comum em pessoas com mais de 40 anos e que, segundo o Inca, atingirá 134.170 brasileiros em 2012, pode ocorrer em qualquer pessoa que se expõe excessivamente aos raios solares em horários impróprios (entre 10h e 16h) ou que tenham histórico da doença na família.
“Se for feito um diagnóstico precoce seguido de tratamento imediato, a maioria dos cânceres de pele pode ser curado”, afirma Luciana Holtz, presidente e diretora executiva do Instituto Oncoguia, organização não-governamental dedicada à promoção do acesso ao cidadão brasileiro à informação, prevenção, diagnóstico e tratamento, a fim de acabar com o preconceito, o sofrimento e as mortes causadas pelo câncer.
“A recomendação é usar protetores solares e evitar a exposição ao sol e observar o aparecimento de feridas que não cicatrizam, de manchas escuras ou nódulos na pele, ou de alterações em pintas como aumento, modificação da cor, prurido ou sangramento”, aconselha o dr. Rafael Kaliks, diretor médico de Oncologia do Instituto Oncoguia. “O diagnóstico do câncer de pele pode ser feito logo no início que o tumor apareça e o paciente deve fazer uma consulta ao médico quando notar qualquer sinal”, acrescenta.
Vários são os sinais e sintomas que servem de alerta para a possibilidade de apresentar um câncer de pele. Entre eles estão:
• Pessoas com histórico pessoal ou com familiares que já tiveram câncer de pele;
• Pessoas de pele clara, olhos azuis ou verdes, cabelos loiros ou ruivos;
• Pessoas com baixa imunidade ou imunidade reduzida por doença ou por medicamentos;
• Pessoas albinas ou portadoras de algumas doenças que predispõem ao câncer de pele;
• Pessoas que já se expuseram ou se expõem ao sol excessivamente;
• Pessoas expostas constantemente a raios X, ultravioleta, arsênico, ou outros produtos químicos;
• Pessoas que têm uma grande quantidade de pintas;
• Pessoas que possuem cicatrizes há muito tempo e que apresentam ulcerações freqüentes.
É importante consultar um médico sempre que uma lesão mude o seu comportamento, como, por exemplo, uma pinta ou uma mancha de nascença que comece a crescer ou a mudar de cor.
Os principais sintomas do câncer de pele são:
- Lesão na pele em formato de nódulo, de cor rósea, avermelhada ou escura, de crescimento lento, mas progressivo;
- Qualquer ferida que não cicatriza em quatro semanas;
- Pinta na pele de crescimento progressivo, que apresente coceira, sangramento frequente ou mudança de coloração, de tamanho ou de consistência;
- Qualquer mancha de nascença com mudança de cor, espessura, ou tamanho.
Oncoguia oferece apoio aos pacientes
Fundado em 2009, em São Paulo, o Instituto Oncoguia tem a missão de promover o acesso ao cidadão brasileiro à informação, prevenção, diagnóstico e tratamento, a fim de acabar com o preconceito, o sofrimento e as mortes causadas pelo câncer. O Núcleo de Defesa e Cidadania Ativa (Advocacy) do Oncoguia se propõe a ampliar e garantir o acesso do paciente com câncer aos seus direitos, com informações sobre leis de auxílio doença, aposentadoria, medicamentos gratuitos e aposentadoria por invalidez, assim como ampliar a participação popular no planejamento e controle de políticas públicas; o Núcleo de Assistência e Suporte garante o acesso a ações e serviços de promoção, proteção e recuperação da saúde focando no diagnóstico exato e eficiente e no tratamento digno e de qualidade e o Núcleo de Educação em Saúde compromete-se a disponibilizar informações de qualidade para o paciente, seus familiares e população em geral, sobre cuidados com a saúde, prevenção, bem estar da pessoa com câncer, tratamentos etc.
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