sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Topada ou Parada?

Faz um tempo que não venho ao Blog pra falar de momentos e pensamentos e sentimentos super pessoais e encharcados de emoção pura.
Falta de tempo? Definitivamente, não. Falta de coragem, talvez. Falta de fôlego pra vir aqui, começar a escrever, e me debulhar naquelas lagriminhas que insistem em aparecer vez ou outra... Sabe aquele choro dolorido, de saudade pura? Pois é: ele continua aqui e, a cada dia, tenho a sensação mais clara de que vai me acompanhar pra sempre.

A duras ou leves penas, a gente aprende que, apesar de todos os pesares, a vida continua, e o rio continua correndo em direção ao mar. Queiramos ou não!

É verdade que não há um só dia que eu não me pegue pensando e questionando porque tudo aconteceu, porque meu filhote mais velho não está mais aqui, fisicamente do meu lado.... Por que, deus do céu, ele ganhou suas asas de anjo tão cedo??? Por que tinha de ser assim??

Mas, no mesmo momento, sinto um frescorzinho de razão que me conforta... no fundo, no fundo, sei e acredito de verdade que nada nessa vida é por acaso. NADA! E, o que mais me acalma: sei que meu Cucca está muito melhor, e continua por perto, cuidando da gente, fazendo estripolia, nos ajudando a continuar. Ah, disso eu não tenho nenhuma dúvida!

Os Gogo's que ele amaaaaaava e que coloriram o quarto de um jeito encantador, o namorado que eu conheceria no hotel; a partida de tênis que jogamos juntos, só nós dois, nessa mesma época há 3 anos atrás; a almofada que literalmente pulou do guarda-roupa em cima de mim no dia 12/2/2009, o coraçãozinho formado da velinha a algumas semanas.... Histórias nossas que se eternizam na memória e no coração....

Músicas super especiais também fazem sua parte... Halo (da Beyoncé), Lovin' Arms e Just Pretend (do Elvis), Didn't Want to Say Goodbye (do Ari Hest), e até No Dia em que Eu Saí de Casa (do Zezé de Camargo e Luciano) têm letras que dizem tudo, lembram muito e tocam fundo. Já tentei várias vezes mas é inevitável: choro sempre que ouço! É mais forte do que eu rs....

E aí tem choro, tem música, tem choro, tem lembrança, tem foto, tem imagens que não saem da cabeça, tem choro, tem surpresas, sustos, tem choro, tem amor e paixão, tem uma saudade enooooorme, e tem até algumas chateações, mentiradas, má fé e maldades de quem não tem o que fazer nessa vida (argh!....). Tudo ao mesmo tempo agora.

Mas, de tudo isso, o que fica é que compartilho em gênero, número e grau, daquilo que disse Bob Marley um dia: "a vida é pra quem topa qualquer parada e não pra quem para em qualquer topada!". Na boa? Me recuso a me encaixar na segunda opção! Devo isso a meus filhos, minha família, meus amigos, meu amor e a mim mesma.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Brasil ganha regras para preservação de órgãos

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) está lançando, pela primeira vez no País, as Diretrizes para Manutenção de Múltiplos Órgãos no Potencial Doador Falecido. O objetivo é uniformizar os cuidados prestados ao doador falecido para aumentar a qualidade e quantidade de transplantes no país e diminuir as perdas da preservação dos doadores durante a espera pela retirada dos órgãos.

Segundo dados de 2010 do Registro Brasileiro de Transplantes (RBT), do total de 6979 potenciais doadores de órgãos, 18,3% foram perdidos durante a manutenção do paciente com morte encefálica diagnosticada. Problemas na manutenção são a segunda maior causa da não efetivação de transplantes, ficando atrás somente não autorização familiar, com 25,8%.

A elaboração das Diretrizes é fruto da parceria entre AMIB e ABTO e contou com o trabalho de dezenas de médicos em sua redação. O resultado é um documento que concentra relevantes informações que vão favorecer a atuação dos médicos intensivistas e profissionais que atuam nas UTI brasileiras.

“Acreditamos que é possível reduzir o percentual de perdas de órgãos no processo de manutenção em 50%”, diz o Dr. Fernando Machado, coordenador da campanha e um dos autores das Diretrizes.
O lançamento das Diretrizes faz parte da terceira edição da campanha nacional Orgulho de Ser Intensivista, iniciativa da AMIB e que este ano tem como tema principal “A Doação de Órgãos Começa na UTI”. O documento, em formato de cartilha, está sendo distribuído nas UTIs de todo o Brasil e também está disponível no site da campanha www.orgulhodeserintensivista.com.br 

A campanha da AMIB desenvolveu outros materiais específicos para as famílias dos pacientes -- um direcionado à família do potencial doador de órgãos, que é aquele que já teve o diagnóstico da morte encefálica, e outro para famílias que têm parentes internados na UTI, seja qual for o motivo. O material destinado à família do potencial doador traz um conteúdo bastante explicativo sobre a Importância da Doação e esclarecimentos sobre a Morte Encefálica, que ainda é pouco compreendida pela população, afinal como explicar a morte quando o coração segue batendo.

“No material desenvolvido para as famílias tivemos a preocupação de usar uma linguagem simples e didática, sempre com o intuito de esclarecer o passo a passo do processo de doação de órgãos e, principalmente sobre a morte encefálica”, completa o Dr. Machado.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Mitos prejudicam o diagnóstico precoce e o tratamento do câncer de mama

Desinformação e receio dos pacientes contribui para piorar a situação da doença no país
O câncer de mama é, atualmente, uma das doenças que mais matam em todo o mundo, sendo no Brasil a primeira causa de morte por tumores em mulheres. Porém, outro fator ajuda a piorar um pouco mais esse quadro: a desinformação das pacientes em relação à doença.

Dúvidas como "Eliminar o leite da dieta ajuda a curar uma neoplasia maligna de mama?", “Usar sutiã apertado dá câncer”, "O uso de desodorantes pode provocar câncer?" e "O consumo elevado de vitamina D pode aumentar o risco da doença?" são exemplos de questionamentos comuns entre as pacientes.

De acordo com Dr. Amândio Soares, diretor da Oncomed Belo Horizonte, muitas das informações que circulam na sociedade não estão fundamentadas em estudos científicos, por isso não correspondem à realidade. Segundo o oncologista, “ainda há muito o que ser pesquisado e estudado, por isso, conversar com um médico é sempre o melhor caminho para esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto”, recomenda.

Veja abaixo o que é verdade e o que é mito quando o assunto é câncer de mama:

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Um em cada dez homens deseja reverter a vasectomia, mas nem todos devem

Dados da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, revelam que cerca de 300 mil vasectomias são realizadas anualmente naquele país, geralmente por homens com idade entre 20 e 30 anos e que já são pais. Mas, alguns anos depois e diante de novas circunstâncias – como um segundo casamento com uma parceira mais nova e sem filhos, por exemplo –, aproximadamente 10% desses homens vasectomizados desejam a reversão do procedimento. 
“A reversão da vasectomia (vasostomia) é um dos meios mais utilizados pela comunidade urológica para restaurar a fertilidade masculina, mas nem sempre é bem indicada. Primeiramente, há que se levar em conta há quantos anos o paciente foi submetido à ligadura dos ductos seminais. Quanto mais tempo, menores são as chances de sucesso. Depois, é preciso levar em conta a idade da parceira, já que a fertilidade feminina também cai abruptamente depois dos 35 anos”, diz Edson Borges, especialista em Medicina Reprodutiva e diretor do Fertility – Centro de Fertilização Assistida, em São Paulo.

De acordo com o médico, embora existam dificuldades técnicas que podem comprometer a vasovasostomia, quando bem indicado o procedimento costuma resultar na restauração dos espermatozoides em 90% dos casos, com taxas de gravidez entre 44% e 60%. “Algumas vezes, o mais indicado é recorrer à fertilização in vitro, com injeção intracitoplasmática de espermatozóide (ICSI). São situações em que o tempo de vasectomia é mais longo – acima de dez anos –, associado a uma parceira com 37 anos ou mais”.

Borges afirma que a parceira, independentemente da idade, também deve ser submetida a exames antes de qualquer procedimento adotado. “Depois de passar por uma criteriosa avaliação, o casal poderá ser bem aconselhado sobre os prós e os contras dos métodos disponíveis para que se tornem pais biológicos. Geralmente, o custo por nascimento no caso de a reversão da vasectomia ser bem sucedida é menor do que as técnicas de fertilização in vitro. De todo modo, trata-se de uma decisão que deve ser tomada entre os parceiros, em conjunto com o médico – que deverá expor as chances de sucesso do procedimento adotado, bem como o tempo de tratamento, com bastante clareza”.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

'Cidade está perdendo a luta pela prevenção do HIV entre usuários de drogas´, dizem ativistas

da Agencia Aids
De acordo com os dados mais recentes da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, 74.310 pessoas foram registradas com aids na cidade até 2009. Quase 13 mil casos são entre usuários de droga injetável, o que representa aproximadamente 17% do total.

A supervisão Técnica de Saúde da Sé, área de atendimento da Prefeitura na região central da cidade, registra a maior notificação de aids entre usuários de droga injetável em todo o município, 1.133 até 2009.

O uso de drogas foi o provável meio de transmissão da hepatite B em São Paulo, entre 2007 e 2009, em 794 pessoas. No mesmo período, 1.480 pegaram hepatite C também em decorrência do compartilhamento de seringas, cachimbos e canudos para consumo de drogas.

“Nem na Cracolândia e em nenhum outro lugar da cidade há ações efetivas de prevenção de doenças entre usuários de drogas. Existem apenas projetos isolados em parceria com a sociedade civil”, afirma o Coordenador do Espaço de Prevenção e Atenção Humanizada (EPAH), José Araújo Lima Filho.

Para ele, o poder público não está conseguindo responder à vulnerabilidade dos usuários de droga frente ao HIV e às hepatites virais. “Usuários de droga que moram na rua, por exemplo, muitas vezes não são atendidos nas unidades de saúde porque estão sujos. Antes de serem vistos como vulneráveis a todas essas doenças, os dependentes químicos precisam ser vistos pelos serviços públicos de saúde e pela sociedade como cidadãos”, critica.

O ativista disse ainda que a recente operação na região central de São Paulo deixou claro que o governo não tem solução para o problema do uso de drogas. “Eles não estudam sobre o assunto, e muito menos incentivam pesquisas nesta área com a intenção de solucionar o problema. O que ocorreu na Cracolândia foi um ato de violência pública assistida e aplaudida pela sociedade”, disse.

Rodrigo Pinheiro, Presidente do Fórum de ONG/Aids do Estado de São Paulo, confirma que muitas pessoas procuram essa rede de organizações não governamentais para reclamar sobre o despreparo dos serviços de saúde no atendimento de usuários de drogas. “Os profissionais de saúde precisam se aproximar mais destas pessoas com a intenção de conquistar a confiança delas e assim encaminhá-las aos serviços especializados”, afirma.

Para ele, só depois de estabelecida uma confiança do dependente químico para com os profissionais de saúde será possível discutir prevenção. “Não dá pra falar de sexo seguro, por exemplo, com uma pessoa que está sobre os efeitos de drogas e a única coisa que lhe interessa é procurar por mais droga”, enfatizou.

Domiciano Siqueira é um dos fundadores da Associação Brasileira de Redutores e Redutoras de Danos (ABORDA) e há mais de 16 anos trabalha com educação sobre DST/aids e drogas. Segundo ele, a maneira como a polícia abordou os dependentes químicos na Cracolândia foi inútil. “Foi um show da polícia que poderá ser usado até em campanhas eleitorais”, comentou. “Todas as vezes que tentaram retirar os usuários de uma determinada região, a ação foi temporária”, acrescentou.

O especialista acredita que a operação na Cracolândia é um exemplo de como os governantes e o senso comum da sociedade gostariam de agir com os dependentes químicos. “Tudo que não gostam, querem eliminar”, finaliza.