terça-feira, 4 de setembro de 2012

Esclerose Múltipla tem maior incidência em jovens e adultos entre 20 e 40 anos

Segundo dados da Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), quinze em cada 100 mil brasileiros são acometidos por essa doença que afeta o sistema nervoso central e provoca uma diminuição da capacidade de transmissão dos estímulos nervosos, atinge principalmente jovens e adultos com idade prevalente entre 20 e 40 anos. “Ao contrário do que se imagina, a esclerose múltipla é uma doença dos jovens, e não dos idosos”, explica o neurologista Getúlio Daré Rabello, do Hospital Samaritano.

As causas da doença ainda são desconhecidas. Os sintomas são variados, podendo ocorrer de forma isolada ou associadamente: vertigem, visão dupla e perda parcial ou total da visão, dores, diminuição da sensibilidade, problemas de coordenação motora, déficit motor e, em casos muito graves, devido a dificuldade motora, pode ocorrer até insuficiência respiratória.

Segundo o especialista, “a incidência da doença vem aumentando nos últimos anos, muito em função do avanço no diagnóstico com o exame de ressonância magnética, que possibilita visualizar as lesões”. Ele lembra que outro exame importante para a identificação da esclerose múltipla é o do líquido céfalo-raquidiano, que afasta a possibilidade de dezenas de outras doenças infecciosas e inflamatórias.

“Mesmo ainda não havendo cura da doença, os tratamentos também vêm avançando, permitindo que o paciente tenha uma vida normal, com surtos menos intensos e em menor quantidade”, afirma Rabello. O tratamento da esclerose múltipla contempla dois aspectos: a própria doença e, depois, suas consequências.

Avanços no tratamento
A ciência vem apostando nas drogas imunomoduladoras e imunossupressoras para tratar a esclerose múltipla. Como o problema é que o sistema que nos defende contra as infecções passa a atacar uma substância que existe no sistema nervoso central chamada mielina, medicamentos que tentam regular esta alteração do sistema imunológico podem ser utilizados. As drogas mais potentes e com eficácia maior normalmente tem um perfil de segurança inferior.

Os objetivos com o uso de medicamentos são diminuir os surtos, evitar acúmulo de lesões e retardar a fase degenerativa, que pode ocorrer progressivamente após a fase inicial, que é basicamente inflamatória. A escolha do remédio deve ser feita pelo neurologista, analisando fatores da doença e do paciente. Quando existe o quadro de “surto”, que é como são chamados os períodos de piora da doença, normalmente são usadas doses grandes de corticosteroides. Atualmente, nos casos refratários, pode ser feito um procedimento chamado plasmaferese.

Outra melhoria significativa no que diz respeito à Esclerose Múltipla é uma mudança na abordagem clínica com o desenvolvimento do conhecimento pelos profissionais, diferenciando tratamentos para os diversos tipos da doença.

Um comentário:

Ana Paula disse...

Meu pai é portador de Esclerose Múltipla (EM). Diagnosticado em 2003, a EM é uma doença que atinge o sistema nervoso central, degenerativa autoimune, sem causas conhecidas e sem cura até o momento.

Todos os tratamentos ministrados desde então, são em busca da manutenção do estado de saúde, contudo, a medicação existente no Brasil hoje não da conta do tratamento.

Recentemente, um laboratório nos EUA o Biogen Idec, lançou uma medicação Fampyra (http://www.biogenidec.com/therapies_fampyra.aspx?ID=9793), que vem apresentado um excelente resultado nos casos de EM, nos três meses em que ministramos o tratamento, tivemos significativas melhoras no quadro de saúde.


Contudo,este medicamento somente é liberado pela comercialização nos EUA e recentemente nos países da Europa. O custo da medicação e muito alta e recentemente o poder judiciário afastou a obrigação do estado em fornecer a medicação em função da inexistência do registro da Anvisa.

Por isto, estamos mobilizando um abaixo assinado para que se regularize esta situação o mais rápido possível, para que não só o meu pai, mas para que muitas outras pessoas que estão dependendo desta medicação possam ter um tratamento digno e uma melhor qualidade de vida, já que não há cura para a EM.


O documento está disponível no link abaixo:

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2012N29736

Desde já agradeço.


Ana Nicolay