Hoje de manhã, Lucca voltou ao centro cirúrgico para uma nova troca de catéter*. Dessa vez, foi porque os médicos suspeitavam de que ali poderia haver algum foco de infecção, baseados principalmente em alguns quadros de febre mais altas que ele fez nos últimos dias.
A equipe chegou a falar na presença de bactérias no sangue, evento conhecido como bacteremia e que é geralmente diagnosticado por cultura de sangue -- na qual uma amostra do sangue é incubada em um meio que promova o crescimento bacteriano. Se há bactérias na corrente sanguínea no momento em que a amostra é coletada, elas vão se multiplicar no meio e poderão ser então detectadas.
Todas as hemoculturas colhidas do catéter temporário anterior (que Lucca colocou em substituição ao catéter de Hickman que estourou) vieram negativas, isto é, não foi identificada bacteremia laboratorialmente. Também não foram verificados sinais de vegetação (infecção) na ponta interna do catéter nos vários ecocardiogramas realizados, inclusive no que foi feito ontem pela manhã.
Mesmo assim, por precaução, a Dra Andreza Feitosa, da equipe do Dr Nelson Hamerschlak, optou pela substituição.
Sempre preferi mesmo que os médicos agissem de forma preventiva no tratamento pós-TMO do Lucca. Contudo, não há como negar: essa troca de hoje eu autorizei com grande dor no coração. Por conta do aspecto emocional do Lucca, do quanto ele está debilitado, do quanto ele não queria que mexessem mais em seu corpo de forma invasiva.... Ele fala sempre que não aguenta mais, fisicamente, ir pro centro cirúrgico.....
Acredito muito, na verdade, me recuso a duvidar de que tudo ficará bem, que Lucca se restabelecerá em breve. Porque não é possível que tenhamos tido a enorme sorte (porque não há outra palavra!) de diagnosticar a adrenoleucodistrofia do Lucca tão cedo, quase um ano antes de quando ele viria a apresentar os primeiros sintomas.... Tudo isso, a tempo de ele ter no TMO uma alternativa efetiva (mais tarde, nem mais o TMO seria eficaz ou sequer indicado...)... Prá que? Prá não dar certo???
DE JEITO ALGUM! Vai dar certo! Não porque eu queira, mas porque ele merece isso.
*catéter: tubo fino e flexível, inserido em um ducto ou vaso (cateter vascular), possibilitando a drenagem ou injeção de fluidos ou o acesso a instrumentos cirúrgicos.
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segunda-feira, 3 de agosto de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
De volta ao Einstein, pela quinta vez.....
Chegamos ao ambulatório do Einstein nesta segunda no início da tarde. Dessa vez, não foi apenas para consultas de rotina. Viemos de mala e cuia. Prá uma nova internação......
Quinze tubos de sangue foram colhidos lá embaixo de uma veia de seu braço direito para a realização de diversos exames. Só depois, na verdade, só quatro horas depois, ás 19h, Lucca pôde subir pro 6o andar -- isso mesmo: não há leitos disponíveis na Pediatria, então, tivemos de vir pra um apartamento na ala de Oncologia, que fica no mesmo andar da unidade de TMO.
Ele permanece sem febre. O xixi continua sem sinais de hematúria. Seu quadro geral é bom. O estado de espírito é que não está dos melhores: ele fala a todo momento que tudo que mais queria era estar em casa e ter de vir ao Einstein não mais do que uma vez por semana.... Também ficou super chateado porque, embora tenha ficado de jejum o dia todo para se preparar para ir ao centro cirúrgico novamente (um novo catéter, temporário, será colocado nele para evitar tantas e seguidas punções em suas veias), a internação demorou a acontecer e isso desencadeou um série de outros atrasos.....
Nesse momento, ele está acabando de receber um novo antibiótico endovenoso para, em seguida, receber uma transfusão de plaquetas (o hemograma de hoje aprontou apenas 10.000/mm3). Amanhã cedinho, a transfusão será repetida para que ele vá ao centro cirúrgico com mais de 100.000/mm3 plaquetas.
Quinze tubos de sangue foram colhidos lá embaixo de uma veia de seu braço direito para a realização de diversos exames. Só depois, na verdade, só quatro horas depois, ás 19h, Lucca pôde subir pro 6o andar -- isso mesmo: não há leitos disponíveis na Pediatria, então, tivemos de vir pra um apartamento na ala de Oncologia, que fica no mesmo andar da unidade de TMO.
Ele permanece sem febre. O xixi continua sem sinais de hematúria. Seu quadro geral é bom. O estado de espírito é que não está dos melhores: ele fala a todo momento que tudo que mais queria era estar em casa e ter de vir ao Einstein não mais do que uma vez por semana.... Também ficou super chateado porque, embora tenha ficado de jejum o dia todo para se preparar para ir ao centro cirúrgico novamente (um novo catéter, temporário, será colocado nele para evitar tantas e seguidas punções em suas veias), a internação demorou a acontecer e isso desencadeou um série de outros atrasos.....
Nesse momento, ele está acabando de receber um novo antibiótico endovenoso para, em seguida, receber uma transfusão de plaquetas (o hemograma de hoje aprontou apenas 10.000/mm3). Amanhã cedinho, a transfusão será repetida para que ele vá ao centro cirúrgico com mais de 100.000/mm3 plaquetas.
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Vivendo sob fortes emoções - parte 2
Eu andava mesmo pensando em fazer um checkup do coração qualquer dias desses, mas começo a acreditar que isso não será necessário. Pelo menos, não por enquanto. Porque se não morri de infarto ontem, foi porque minha condição coronária não está assim de todo mal rsrs.....
Falando sério agora: no finzinho da noite tive mais um enorme susto aqui! O Lucca levantou-se da cama rapidamente por conta de uma vontade enorme de fazer cocô, mas acabou se desequilibrando e caiu no chão.... Sem maiores consequências, graças a deus e ao anjo da guarda dele -- que já deve estar ofegante de tanto correr atrás ....hehehe!
Era por volta de meia-noite e meia e havíamos acabado de assistir o programa do Big Brother Brasil 9, na TV Globo. Lucca, que estava torcendo bastante pra que o concorrente Max permanecesse na prova, comemorou muito quando a catarinense Ana foi eliminada no paredão. Quis telefonar pro irmão, Marcco, porque sabia que, assim com ele, estava torcendo igualmente pelo moço. Deitadão na cama ele estava e assim ficou enquanto conversava com o irmão e ambos se atualizavam sobre as fofocas do dia. De repente, me passou o telefone dizendo que precisava fazer cocô. Mal peguei no aparelho pra dizer tchau e desligar e ele já estava em pé -- quer dizer, no chão, 'caído de maduro'.
Lucca levantou-se muito rápido, suas pernas bambearam e ele acabou caindo sentado no chão. O tombo em si nem teve tanto impacto -- ele caiu de forma até suave. Mas meu susto maior foi quando vi os catéteres (ligados entre seu corpo e os frascos de soro que ficam no suporte) ficarem super esticados. Isso porque, quando caiu, ele estava um tanto que longe do 'Pedrão'.
Tive um medo danado de que o tombo tivesse arrancado o catéter principal do peito do Lucca. Minha paúra foi tão grande que, para que tenham uma idéia, larguei o telefone e, pra chegar do lado do Lucca, dei um 'pulo-ninja' sobre a cama dele. Isso numa fração tão pequena de segundos que foi antes mesmo de a enfermagem entrar no quarto depois de assustar-se com o barulho -- que, segundo Poli* e Jacques*, foi estrondoso! Coloquei-o na beira da cama de novo e só me tranquilizei quando pude ver que ele estava bem e, principalmente, que o catéter permanecia intacto. Ufa............
Ele estava super assustado, nervoso até: "nossa, nunca fiquei tão assustado assim, mamãe, na minha vida toda. Minha frequência cardiaca (ele usou essas extas palavras! rsrs...) deve ter chegado a 500". Começamos a rir...... A Poli* checou seus sinais vitais e todos estavam bem.
Num primeiro momento, ele nem andar queria, com medo de cair de novo. Mas respirei fundo, tentei passar uma imagem de que estava tudo na mais perfeita ordem, e o convenci a ir ao banheiro, andando mesmo -- pra evitar que um trauma sem necessidade nascesse daquela situação. Ele foi, andou normalmente, fez seu bendito cocô e, ao voltar prá cama, já estava bem mais relaxado.
A Dra Luciana, pediatra de plantão no Pronto Atendimento do Einstein, subiu pra vê-lo e nos tranquilizou de vez: estava tudo bem com o Lucca!
Depois de tudo passado, voltei a sentar no sofá-cama e só conseguia pensar: como, meu deus, eu cheguei tão rápido ao lado do Lucca? rsrsrsrs...... Tem um novo amigo meu que brinca comigo e, por conta da minha corujisse toda, me chama carinhosamente de "Super Mamy". Se sou mesmo, não sei. Nem tanto..... Também não sei como pulei essa cama dele. Só sei que pulei! hehehehe!!!
----
*Referi-me aos enfermeiros Jacques e Poliana, que prontamente atenderam o Lucca assim que ouviram o estrondo que fez o tombo dele no chão
Falando sério agora: no finzinho da noite tive mais um enorme susto aqui! O Lucca levantou-se da cama rapidamente por conta de uma vontade enorme de fazer cocô, mas acabou se desequilibrando e caiu no chão.... Sem maiores consequências, graças a deus e ao anjo da guarda dele -- que já deve estar ofegante de tanto correr atrás ....hehehe!
Era por volta de meia-noite e meia e havíamos acabado de assistir o programa do Big Brother Brasil 9, na TV Globo. Lucca, que estava torcendo bastante pra que o concorrente Max permanecesse na prova, comemorou muito quando a catarinense Ana foi eliminada no paredão. Quis telefonar pro irmão, Marcco, porque sabia que, assim com ele, estava torcendo igualmente pelo moço. Deitadão na cama ele estava e assim ficou enquanto conversava com o irmão e ambos se atualizavam sobre as fofocas do dia. De repente, me passou o telefone dizendo que precisava fazer cocô. Mal peguei no aparelho pra dizer tchau e desligar e ele já estava em pé -- quer dizer, no chão, 'caído de maduro'.
Lucca levantou-se muito rápido, suas pernas bambearam e ele acabou caindo sentado no chão. O tombo em si nem teve tanto impacto -- ele caiu de forma até suave. Mas meu susto maior foi quando vi os catéteres (ligados entre seu corpo e os frascos de soro que ficam no suporte) ficarem super esticados. Isso porque, quando caiu, ele estava um tanto que longe do 'Pedrão'.
Tive um medo danado de que o tombo tivesse arrancado o catéter principal do peito do Lucca. Minha paúra foi tão grande que, para que tenham uma idéia, larguei o telefone e, pra chegar do lado do Lucca, dei um 'pulo-ninja' sobre a cama dele. Isso numa fração tão pequena de segundos que foi antes mesmo de a enfermagem entrar no quarto depois de assustar-se com o barulho -- que, segundo Poli* e Jacques*, foi estrondoso! Coloquei-o na beira da cama de novo e só me tranquilizei quando pude ver que ele estava bem e, principalmente, que o catéter permanecia intacto. Ufa............Ele estava super assustado, nervoso até: "nossa, nunca fiquei tão assustado assim, mamãe, na minha vida toda. Minha frequência cardiaca (ele usou essas extas palavras! rsrs...) deve ter chegado a 500". Começamos a rir...... A Poli* checou seus sinais vitais e todos estavam bem.
Num primeiro momento, ele nem andar queria, com medo de cair de novo. Mas respirei fundo, tentei passar uma imagem de que estava tudo na mais perfeita ordem, e o convenci a ir ao banheiro, andando mesmo -- pra evitar que um trauma sem necessidade nascesse daquela situação. Ele foi, andou normalmente, fez seu bendito cocô e, ao voltar prá cama, já estava bem mais relaxado.
A Dra Luciana, pediatra de plantão no Pronto Atendimento do Einstein, subiu pra vê-lo e nos tranquilizou de vez: estava tudo bem com o Lucca!
Depois de tudo passado, voltei a sentar no sofá-cama e só conseguia pensar: como, meu deus, eu cheguei tão rápido ao lado do Lucca? rsrsrsrs...... Tem um novo amigo meu que brinca comigo e, por conta da minha corujisse toda, me chama carinhosamente de "Super Mamy". Se sou mesmo, não sei. Nem tanto..... Também não sei como pulei essa cama dele. Só sei que pulei! hehehehe!!!
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*Referi-me aos enfermeiros Jacques e Poliana, que prontamente atenderam o Lucca assim que ouviram o estrondo que fez o tombo dele no chão
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