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domingo, 20 de novembro de 2011

Gianecchini fala ao Fantástico sobre seu câncer

Ator lembra da morte recente de seu pai também por câncer, demonstra otimismo e coragem ao longo de toda a entrevista e revela que a primeira coisa que gostaria de fazer após o transplante é entrar no mar


Numa entrevista emocionante, exclusiva para a revista dominical Fantástico, exibida agora há pouco pela TV Globo, o ator Reinaldo Gianecchini deu uma verdadeira lição de vida. Ele mostrou ao País que sua beleza de verdade não está nos belos olhos, no sorriso charmoso ou no corpo bem desenhado que o consagraram galã. Está no coração, na força e na coragem que carrega desde que teve de se despedir de seu pai, falecido recentemente, num leito de hospital e, depois, quando recebeu aquela que ele considera a mais dificil notícia de sua vida: o diagnóstico de um linfoma raro identificado em julho nos gânglios da garganta.

O depoimento completo pode ser conferido no video abaixo. Eu arriscaria dizer que é difícil alguém de bem não se emocionar em pelo menos algum trecho da entrevista concedida à jornalista Patrícia Poeta. Seja quando ele fala dos últimos momentos que viveu com o pai, ou dos primeiros dias bastante conturbados e difíceis de tratamento, quando teve de ser internado na UTI do Hospital Sírio Libanês. 



Eu, particularmente, não nego: chorei o tempo todo... Na verdade, quando peguei a entrevista na TV, ela já havia começado. Eu não sabia que ele falaria ao Fantástico. Comecei a assistir quando ele respondia sobre como reagiu quando recebeu o diagnóstico e, depois, quando comentou sobre a cirurgia de implantação do cateter no peito por onde receberia as sessões de quimioterapia.

Foi inevitável lembrar do Lucca, que, apesar de ter uma doença completamente diferente da dele, passou pela mesma situação preparatória para o transplante de medula óssea....

A cada frase ou situação que ele descrevia, um filme voltava na minha cabeça com uma nitidez que talvez eu preferisse não ter. Ou ter. Não sei.... Só sei que foi muito dolorido reviver a história toda dos 7 meses desde que recebi o diagnóstico de adrenoleucodistrofia do Lucca até que ele pudesse se internar para realizar o transplante. E, mais difícil ainda: aqueles cinco longos e eternos meses que 'moramos' no Einstein, até que ele ganhou suas asas de anjinho....

O ator, assim como o Lucca, também contraiu um infecção no início do tratamento mas, felizmente, e diferente do que aconteceu com o meu pequeno, o diagnostico foi rápido e certeiro. Daí só ficava uma dor insuportável da saudade que se misturava o tempo todo com risos contidos de uma certa inconformação.... caramba, parecia que eu estava vendo o Lucca falar.... Tudo bem parecido, sabe?

Quando Gianecchini dizia de sua fé, da força que sente e da certeza que tem de que tudo dará certo no final, putz, eu lembrava do meu filho -- que, sem exagero, foi um guerreiro invencível sempre! -- dizendo o mesmo.

Já estava bem dificil segurar as lágrimas, até que o ator revelou onde gostaria de ir logo após o transplante: ao mar. Putz, voltou rápido, como em flashes, lembranças do Cucca dizendo que tudo que queria era nadar e depois pescar no aniversário do amigo inseparável e fiel escudeiro, Rafa -- que seria em outubro daquele ano de 2009 num sitio aqui pertinho de São Paulo.

Papai do céu mandou chamá-lo dois meses antes, talvez porque precisasse de sua ajuda pra agitar as coisas 'lá em cima' com sua risada prá lá de gostosa e marota. Ou porque a pescaria de estrelas fosse mais prazerosa pra ele. Não sei exatamente porque ele foi. Só sei e me forço a acreditar de pés juntos que era porque aquela era a hora e o melhor pra ele.

Conformismo? Definitivamente não.
A cada dia, cresce em mim, de pouquinho em pouquinho, a certeza de que não é possível que Deus não saiba o que faz. Ele sabe, ah, tem que saber!

.....
A saudade só aumenta com o tempo.
O vazio só cresce.
Mas não tenho nenhuma dúvida de que meu Cucca está lá ('lá' não, está aqui!), pertinho da gente e que tem dedo dele toda vez que a nossa vida toma um rumo bacana. O resto é amor. Amor enorme, Amor eterno. Amor incondicional!

Filhote, amo muito muito muito você. Prá sempre, grande assim, mais que o Universo!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Atropelamentos e acidentes com motos lideram principais causas de internação por trauma

Juntas, as duas causas correspondem a 40% das internações por trauma no pronto-socorro do HC

Estudo feito pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, mostra que atropelamentos e acidentes com motocicletas são as principais causas de internação por traumas no Serviço de Cirurgia de Emergência e Trauma do pronto-socorro do Instituto Central.

As vítimas de atropelamentos representaram 20,5% das internações por traumas, seguido por 19,5% de acidentados por motocicletas. Os dados são referentes aos atendimentos realizados no ano passado. Os homens são a maioria das vítimas, 62,9% em atropelamentos e 89,3% dos acidentados com motos.

Entre as vítimas com até 16 anos, 30% dos casos internados foram por atropelamento e 5% por acidentes de motos. De 17 a 30 anos, 39% das internações foram por acidentes de moto e 21% por atropelamento. De 31 a 45 anos, 21% se referem a atropelamento e 17% por acidente de moto. De 46 a 60 anos, 22% das internações foram por atropelamento e 5% por motos. Já entre os pacientes maiores de 60 anos, 23% dos acidentes foram por atropelamentos e apenas 1% de acidentados com motocicletas.

“O número elevado de internações por trauma, além de onerar todo o sistema de saúde, traz um comprometimento social e da esfera trabalhista”, explica Fernando P. Leitão, professor do Departamento de Cirurgia do HC-FMUSP. Ele acrescenta que, no Serviço de Cirurgia de Emergência e Trauma, 43% dos pacientes atendidos possuíam algum tipo de trauma. Entre esses pacientes, 11% precisaram de internação.